Homem é indiciado por abusar da própria filha
Um faxineiro, 37 anos, foi indiciado ontem por abusar sexualmente da própria filha biológica, 10, e transmitir a ela o vírus HPV. A informação é do delegado Rodrigo Rolli. Segundo ele, o crime teria ocorrido há um ano na casa da namorada do suspeito, na Zona Nordeste, na ausência de moradores. Desde esse encontro da criança com o pai, ela teria apresentado uma série de transtornos psicológicos e aversão ao homem, despertando a atenção da mãe, moradora da Zona Norte, e de outros familiares. Um tempo depois, cinco verrugas surgiram na região anal da menina, em decorrência da doença sexualmente transmissível (DST).
Ela passou por tratamento médico até fevereiro, mas, apenas em julho deste ano, revelou ter sido abusada pelo próprio pai. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar no dia 10 do mesmo mês e, 33 dias depois, o delegado concluiu o inquérito indiciando o homem por estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A da Lei de Crimes Sexuais. A pena prevista é de oito a 15 anos de reclusão.Segundo Rolli, por enquanto o suspeito vai responder em liberdade. "Ele compareceu espontaneamente, sendo o primeiro a prestar depoimento, e, a princípio, não vou pedir a prisão preventiva dele." Ao ser ouvido, o homem negou relação sexual com a filha. "Ele diz que, em nenhum momento, fez o ato libidinoso." Já a menina, que prestou declarações na presença de um advogado e da mãe, confirmou que ele a pegou à força e fez penetração anal. "Todo o conjunto narrado pela mãe e parentes mostra que ela (vítima) mudou o comportamento em casa e na escola, com rendimento ruim. Ela também passou a não querer mais ver o pai." Após ser abusada, a menina teria apresentado choro compulsivo e ânsia de vômito.
Conforme o delegado, os pais dela estariam separados desde 2010. No dia 9 de julho do ano passado, ela deu início ao tratamento do HPV. "Houve o coito anal, e os indícios vieram com surgimento das verrugas. Parentes suspeitaram do abuso, mas a médica ponderou que o vírus também poderia ter sido transmitido por uma toalha suja. A mãe insistiu, e a criança acabou confirmando que havia sido abusada pelo pai. O laudo também confirmou o ato libidinoso", informou o delegado. "A partir do momento em que a família registrou a ocorrência, demos prioridade ao caso, diante da gravidade do fato", concluiu Rolli. Ele fez um alerta a pessoas que possam passar por situação semelhante: "Toda vítima de conduta sexual forçada acaba por transparecer pelo comportamento. A família deve ter preocupação para que consiga desvendar."








