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Bar é atacado com coquetel molotov


Por Tribuna

23/09/2013 às 20h39

Mais uma ação com uso de coquetel molotov foi registrada pela polícia, no Bairro Santa Cruz, na Zona Norte. Por volta das 23h da última sexta-feira (20), um bar da Rua Miguel Marinho foi o terceiro alvo deste tipo de crime em setembro. Segundo investigações da 3ª Delegacia de Polícia Civil, dois homens, 24 e 35 anos, suspeitos de participação no incêndio de um ônibus urbano, no último dia 12, e do ataque à casa de uma sargento da Polícia Militar, no início do mês, também estariam envolvidos no delito ocorrido no bar. Conforme o boletim de ocorrência, o proprietário do estabelecimento, 37, contou que dois homens entraram, de repente, e o agarraram pelas costas. O suspeito de 35 anos teria arremessado o coquetel molotov nas dependências do imóvel, que começou a pegar fogo. Os suspeitos fugiram e não foram localizados.

Conforme o documento policial, o próprio dono do estabelecimento conseguiu apagar as chamas, usando um jato de água. A vítima teria relatado aos policiais que a ação dos suspeitos foi motivada por vingança e desentendimentos passados. Conforme o delegado Rodolfo Rolli, responsável pelo inquérito, os suspeitos ainda fizeram dois disparos de arma de fogo para o alto. Eles já foram identificados e possuem diversas passagens pela polícia. O mais velho saiu de um presídio em Belo Horizonte, em julho, e já voltou a cometer delitos, afirmou Rolli, acrescentando que, como houve risco de morte para o proprietário do bar, a dupla, que está foragida, vai responder pelo crime de incêndio, cuja pena varia de três a seis anos de reclusão. Essa pena ainda pode ser acrescida de um terço, já que se tratava de estabelecimento público.

Segundo o delegado, policiais estão procurando os suspeitos que, se não compareceram à intimação da polícia, terão suas prisões preventivas solicitadas à Justiça. Ele ainda apontou que, nos casos do ônibus queimado e do ataque à casa da policial, quatro adultos e dois adolescentes, também vão responder pelo crime de incêndio, uma vez que colocaram em risco a vida de cinco passageiros, do motorista e do cobrador. Esse tipo de crime não vai ser tolerado na área de atuação da 3ª Delegacia. São delinquentes querendo agir como facções de grandes centros. Mas vamos adotar ações enérgicas para coibir esse tipo de delito.