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Homem morre atropelado na BR-440


Por Eduardo Valente e Sandra Zanella

04/11/2013 às 09h44

Atualizada às 20h42

Mesmo não inaugurada, a rodovia BR-440, no Bairro São Pedro, na Cidade Alta, fez sua segunda vítima fatal do ano este fim de semana. Thiago Souza Barbosa, 31 anos, foi atropelado, na tarde de domingo (3), por um veículo no trecho da estrada inacabada compreendido entre o trevo de acesso ao condomínio Spinaville e a represa de São Pedro, que não é reconhecido como perímetro urbano pela Settra. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima atravessava a via atrás de um cachorro, quando foi atingida por um Renault Sandero, que trafegava no sentido represa/bairro. Sua morte foi constatada no local, por uma equipe do Samu, sendo o corpo encaminhado para necropsia no Instituto Médico Legal (IML). O condutor, 30 anos, foi autuado em flagrante por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), conforme o artigo 302 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), e encaminhado para a delegacia, onde prestou depoimento e foi liberado. Ele chegou a se submeter ao teste do bafômetro, e o resultado apresentado foi negativo. 

A ocorrência deste fim de semana reacendeu a discussão sobre a falta de segurança causada por uma obra inacabada. Como a Tribuna havia publicado em reportagem na última quarta-feira, alguns pontos da via, como este onde ocorreu o acidente, estão sendo utilizados para fins recreativos e para o ilícito, como uso de drogas e pegas entre carros durante a madrugada. Conforme o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), aquela área já passou por intervenções, mas ainda não foi federalizada. Por este motivo, segundo o departamento, cabe à Settra a adoção de medidas que visam a segurança no segmento. As obras da BR-440 estão paralisadas há um ano.

Procurada pela reportagem, a chefe do Departamento de Engenharia de Tráfego da Settra, Sheila Menini, informou que, no entendimento da pasta, a área onde o acidente foi registrado funcionaria como canteiro de obras. "Não fizemos qualquer intervenção porque aquele trecho não serve como via de circulação, já que não recebeu sinalizações. O que acreditávamos ser uma área que estivesse sendo utilizada apenas para o lazer se transformou em uma área de tráfego. Por isso, vamos providenciar um estudo no local para ver o que pode ser feito para garantir a segurança", explicou, dizendo que não está descartada a instalação de defensas metálicas para impedir o trânsito no espaço. O prazo para que isso seja feito, de acordo com Sheila, é de até 60 dias. "Com esta resposta dada pelo Dnit, se torna nossa obrigação abraçar esta causa. Temos outras demandas em andamento, mas certamente esta entrará na pauta. O que podemos pedir, por enquanto, é que as pessoas que circulam por ali redobrem a atenção. Elas não podem confiar naquela área apenas como sendo de lazer."

Uma moradora do Bairro São Pedro, que pediu para não ser identificada, informou que as situações de perigo são constantemente flagradas na via. "Caminho por ali toda semana e não é incomum ver aprendizes dirigindo carros naquele espaço, ou pessoas indo até o fim da via para usar drogas. Em minha opinião, fechar o acesso com defensas metálicas não resolve o problema, pois alguns motoristas entram pela rodovia por meio da Avenida Manoel Vaz de Magalhães (paralela à BR-440), trafegando até sobre a calçada."

 

Outra morte

Em julho, um marceneiro, 28, morreu após bater com sua moto contra um monte de areia deixado no local. Depois do acidente, a Prefeitura providenciou defensas metálicas para inibir o tráfego de veículos entre a Rua Roberto Stiegert, de acesso ao Condomínio Portal da Torre, e o Supermercado Bahamas. No entanto, o restante da via permaneceu aberto à circulação de veículos, sem sinalização adequada.