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Juiz-foranos chegam a pé em Aparecida


Por Tribuna

07/09/2013 às 00h00

Foram nove dias de caminhada

Foram nove dias de caminhada

Após nove dias de caminhada, o grupo formado por 12 juiz-foranos chegou nesta sexta-feira (6) ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida do Norte, interior de São Paulo, onde se juntaram a outros fiéis para a missa das 9h na basílica. Os romeiros foram surpreendidos com a recepção dos familiares. "Disse a semana toda ao meu marido que não iria", revela Maria de Lourdes Garcia Costa, esposa de Marco Aurélio Costa, organizador da "Caminhada da fé". Nesta sexta-feira mesmo, os peregrinos retornaram de carro a Juiz de Fora.

Os devotos partiram no dia 29 de agosto e percorreram 16 localidades entre os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, passando pelos distritos de Torreões e de Pirapetinga, em Juiz de Fora, os municípios de Santa Bárbara do Monte Verde (MG), Rio Preto (MG), Rezende (RJ), Penido (RJ), Engenheiro Passos (RJ), Santa Isabel (SP), Queluz (SP), Cachoeira Paulista (SP) e Guaratinguetá (SP), além de fazendas e sítios, onde pernoitaram e puderam se alimentar.

Segundo Marco Aurélio, boa parte do trajeto foi feita em estradas de terra, e o acesso por uma rodovia – a Via Dutra – só aconteceu quando o grupo chegou à região da cidade de Rezende. Em média, os peregrinos caminharam 36 quilômetros por dia, percorridos em aproximadamente 15 horas. "Foi uma caminhada difícil e cansativa. Ficamos com os pés repletos de bolhas, câimbras nas pernas, náuseas e dores pelo corpo. Mas valeu à pena. Tudo vale quando há fé", ressalta.

A caminhada reuniu apenas homens, com idades entre 40 e 70 anos. O grupo contou, ainda, com um carro de apoio, onde foram levados mantimentos como arroz, feijão, carne de porco, macarrão, café, açúcar e frutas. Um motorista, um massagista e um cozinheiro também deram suporte aos romeiros.

Maria de Lourdes, esposa do organizador, conta que deu total apoio ao marido, mas reconhece que é uma aventura perigosa. "Admiro sua atitude e coragem pela fé, mas acho uma loucura. Fiquei muito preocupada, pois teve dias que não consegui contato por telefone com ele."