Intercambista quer saída para não perder semestre

Magrone sugeriu a criação de resolução com regime especial de aprendizagem para intercambistas
Cerca de cem alunos que irão participar de programas de intercâmbio da UFJF e também do programa do Governo federal "Ciência sem fronteiras" temem perder o semestre letivo por causa da greve dos professores e de técnicos das instituições federais. O grupo se reuniu nesta quarta-feira (15) com coordenadores de curso e com o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, para discutir o assunto. Aluno do 7º período da engenharia elétrica, Igor Rezende está com viagem marcada para Portugal no próximo dia 27. Ele vai estudar, durante um ano, na Universidade de Coimbra, onde fará a chamada graduação "sanduíche", além de participar de projetos de pesquisa no país ibérico, por meio do "Ciência sem fronteiras". No período da greve, entrou em contato com os professores das oito disciplinas que estava cursando até então. Das poucas respostas que obteve, apenas um professor garantiu a ele a aplicação de uma avaliação antes da viagem. "Da mesma forma que os professores estão sendo boicotados pelo Governo, em relação à falta de diálogo sobre as reivindicações, eles estão fazendo com a gente." Conforme os estudantes, alguns professores até se mostram interessados em aplicar avaliações aos intercambistas, mas acabam esbarrando no medo de "furar" a greve.
O pró-reitor de Graduação propôs que seja sugerido ao Conselho de Graduação (Congrad), após o término da greve, a criação de uma resolução com um regime especial de aprendizagem que contemple esses alunos. "Vamos tentar sensibilizar os docentes para essa questão. Com a minuta, cada coordenador de curso, juntamente com seus professores, terá autonomia para resolver esses casos particulares, propondo avaliações específicas para os alunos quando retornarem do intercâmbio", disse Magrone.
Apesar da solução proposta, os alunos ainda avaliam a possibilidade de recorrer à Justiça para não haver perda do período letivo. Segundo eles, a decisão não resolve outros problemas enfrentados pelos intercambistas, como o da estudante do 7º período de educação física Caroline Lopes, que viaja no dia 3 de setembro para Portugal. "Eu adiantei disciplinas para tentar me formar ainda neste semestre. Pretendia fazer alguns cursos lá fora que dependem da minha formatura em bacharelado. Por causa da greve, não consegui finalizar o semestre e vou perder essa oportunidade de me aperfeiçoar em Portugal.








