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Professora agredida por mãe de aluna


Por GUILHERME ARÊAS

26/10/2012 às 07h00

Uma professora de educação física de 31 anos foi agredida pela mãe de uma aluna, no início da tarde desta quinta-feira (25), na Escola Estadual Padre Frederico Vienken, no Bairro Bonfim, Zona Leste. A docente alega ter levado um tapa no rosto e disse que só não sofreu mais agressões porque saiu correndo. Ela chamou a Polícia Militar e relatou que se ausentou da escola por alguns minutos e, quando retornou, por volta do meio-dia, a mãe de uma aluna de 7 anos a esperava no portão da escola. A professora contou que a mulher de 33 anos a indagou sobre uma suposta agressão que a educadora teria cometido contra a criança na quarta-feira, durante o intervalo do tempo integral. Logo em seguida, a mãe teria desferido o tapa contra a professora. A suspeita de agressão foi encaminhada à delegacia em Santa Terezinha, onde foi ouvida pelo delegado de plantão, assinou termo circunstanciado de ocorrência (TCO) e foi liberada. Ela vai responder na Justiça por agressão. A professora não precisou de atendimento médico, mas ficou muito abalada e foi dispensada da aula pela direção da escola.

No boletim de ocorrência registrado pela PM, a docente garante não ter agredido a estudante, somente a segurou e a colocou na carteira, pelo fato da menina estar brigando com outros alunos, consta no documento. A versão da mãe é diferente. Ela relatou aos policiais que, ao chegar em casa, na quarta-feira, a filha contou que a professora teria lhe dado um tapa no braço. nesta quinta a aluna não foi à escola. A mãe, no entanto, compareceu ao colégio para tirar satisfações com a educadora, vindo a agredi-la.

A direção da Escola Estadual Padre Frederico Vienken informou que vai se reunir para discutir as medidas a serem adotadas neste caso. Este seria o primeiro registro de agressão física de uma mãe de aluno a um professor naquela instituição de ensino. Em agosto do ano passado, um estudante de 10 anos agrediu uma professora, 44, e quebrou o dedo dela dentro da sala de aula, depois que a educadora orientou que o menino fosse para o recreio.

A diretora do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sindi-Ute), Victória Melo, classificou o episódio desta quinta como inadmissível e cobra do Governo estadual a apuração dos fatos e a garantia da integridade física dos trabalhadores em educação. Nos colocamos inteiramente ao lado da professora, e não acreditamos, de forma alguma, que ela tenha agredido a aluna. Sobre os casos de agressões nas escolas, a sindicalista acredita que a situação seja reflexo da violência geral da própria sociedade. A escola não é uma ilha isolada, ela vai sofrer as consequências dessa violência que acontece do lado de fora.

Questionada pela Tribuna sobre as providências que seriam tomadas em relação ao caso, a Secretaria de Estado de Educação não enviou respostas.