Escola retoma aulas após agressões

Cartazes com protestos foram pregados na parede
Ainda sob um clima de insegurança, as aulas foram retomadas, na manhã desta segunda-feira (9), na Escola Municipal Doutor Antonino Lessa, no Bairro Santa Efigênia, na Zona Sul. As atividades estavam suspensas desde a última quinta-feira em consequência de agressões cometidas contra a diretora e uma professora. De acordo com a direção, cerca de 40% dos estudantes da manhã faltaram. No último dia 5, as vítimas foram agredidas a pauladas, chutes e socos pela tia de um dos alunos. A mulher ainda teria jogado pedras no colégio e quebrado o vidro da porta de entrada com um pedaço de madeira. Nesta segunda, era possível ver cartazes pregados na parede com os seguintes dizeres: "Luto", "Chega de violência", "Santa Efigênia nos ajude a salvar nossa escola" e "Autoridades não abandonem nossa escola".
"Estamos retomando as atividades de forma apreensiva", afirmou a vice-diretora, Adriana Teixeira de Carvalho, ressaltando que, durante a manhã, a escola recebeu ligações de pais querendo saber sobre o retorno das aulas e acerca da questão da segurança. A coordenadora pedagógica do período da manhã, Silvia Maria Vieira, informou que cerca de cem alunos, num universo de 250 matriculados no período, faltaram nesta segunda.
Segundo a vice-diretora, uma secretária e uma professora entraram de licença médica em função do ocorrido. Além disso, a diretora e a professora agredidas ainda não retomaram suas atividades. "A escola também já sofreu com casos de depredação a patrimônio", declarou Adriana.
Na última sexta-feira, um e-mail escrito por ela, em nome dos professores, foi entregue à Secretaria de Educação. De acordo com o titular da pasta, Weverton Vilas Boas, o documento informa que os professores se recusariam a dar aulas caso os alunos envolvidos voltassem a frequentar a escola. "Estamos ciente que a situação é grave. Mas não podemos de forma nenhuma privar uma criança do direito a educação. Não vamos agir na ilegalidade. Por isso, agendamos uma reunião na Vara da Infância para saber como proceder diante de tal ocasião. Além disso, uma audiência foi marcada para o dia 23 de janeiro, no Juizado Especial Criminal, para os agressores do caso."
A instituição oferece o ensino fundamental nos períodos da manhã, tarde e noite a 540 estudantes. "A gente fica com um pouco de medo, mas não posso ficar faltando aula. A gente pede que as autoridades mandem mais segurança para nós", disse uma aluna de 11 anos. As aulas perdidas serão respostas.
Guarda Municipal
A secretária de Administração e Recursos Humanos, Andréia Goreske, afirmou que a Guarda Municipal já começou a atuar no entorno do colégio. "Serão feitas rondas diárias de manhã e de tarde, nos horários de entrada e saída, por guardas municipais. Além disso, a Polícia Militar também estará presente. Outra medida que vamos fazer é introduzir a escola na programação do Gape – ‘Guardas no apoio e prevenção nas escolas’, projeto organizado e coordenado pelo Setor de Capacitação da Guarda Municipal -, reforçando os trabalhos de prevenção na escola."








