Sinalização incorreta em traffic calmings

Alguns dispositivos não estão na mesma altura das calçadas
Moradores de Juiz de Fora questionam qual é a finalidade dos equipamentos de traffic calming, que estão sendo instalados desde 2005, em diversos bairros. Embora a Settra informe que o objetivo é "facilitar e dar mais segurança à travessia de pedestres, sobretudo aqueles com limitações de locomoção, além de inibir o excesso de velocidade", algumas estruturas ainda não atendem a esta finalidade. Na Avenida Olegário Maciel, por exemplo, as "lombadas transversais", como são tecnicamente definidas, não estão na mesma altura das calçadas, prejudicando a passagem de idosos e cadeirantes. O mesmo pode ser observado na Rua Santo Antônio, na interseção com a Rua Benjamin Constant, no Centro. Além disso, a sinalização vertical (placas), indicando a presença de lombadas, que não foi substituída após a instalação dos equipamentos, confunde motoristas e pedestres.
De acordo com a leitora Simone Pena, que flagrou o equívoco na Avenida Itamar Franco (antiga Independência), pedestres encaram as estruturas como travessia, enquanto os motoristas as definem como quebra-molas. Situação semelhante também foi encontrada pela Tribuna na Avenida Olegário Maciel.
Conforme a Settra, as placas de sinalização incorretas serão retiradas nos próximos dias. Sobre a falta de rampas entre as calçadas e os traffic calmings, a assessoria informou que as instalações não estão prontas porque "estão sendo concluídos os projetos de acessibilidade e drenagem de cada equipamento para, então, serem feitos os trabalhos de finalização."
Em Juiz de Fora existem 55 aparelhos, em 23 bairros, além do Centro. Destes, nove foram construídos com recursos da iniciativa privada. Na Avenida Rio Branco, que atualmente passa por obras de melhorias, serão 20 dispositivos. Ainda na área central, recebem as estruturas as avenidas Itamar Franco, Olegário Maciel e Rua Santo Antônio.








