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Brasil tem sequência de bueiros danificados


Por Iracema Martins

10/08/2013 às 07h00

Outra boca de lobo próximo à entrada da Avenida Sete traz riscos, apresentando buraco e vergalhões

Outra boca de lobo próximo à entrada da Avenida Sete traz riscos, apresentando buraco e vergalhões

Várias bocas de lobo danificadas oferecem perigo para quem passa pela margem esquerda do Rio Paraibuna, na Avenida Brasil, entre a ponte que está sendo erguida nas proximidades do Terreirão do Samba, no Centro, até o número 1.492, na altura do Bairro Poço Rico. A reportagem da Tribuna contou pelo menos sete bueiros com as tampas quebradas no trecho que foi asfaltado recentemente pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit). Segundo o proprietário de uma oficina mecânica da região, Miguel Rodrigues Pereira, a boca de lobo localizada em frente ao prédio do Demlurb, na esquina com a Rua Halfeld, já havia passado por manutenção, mas quebrou novamente. Miguel destaca ainda que uma moto já teria caído no local.

Já o ambulante José Anjo de Oliveira, que trabalha nas proximidades há 18 anos, afirma que esta situação é antiga. "Os bueiros estão há muito tempo quebrados, não vejo a Prefeitura arrumando", completa. O mesmo problema é apontado pelo ajudante de pedreiro Marco Antônio dos Santos Pinto. Ele afirma que, além da falta de manutenção, também já viu motos e carros quebrarem as bocas de lobo.

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Obras, o conserto dos bueiros quebrados é responsabilidade da construtora contratada pelo Dnit para realizar o recapeamento na Brasil. Já a empresa CCM Construtora argumentou que no contrato não há responsabilidade pelas bocas de lobo, somente pelo asfalto. No entanto, a Secretaria de Obras reafirmou que solicitará à Secretaria de Atividades Urbanas que notifique a empreiteira, pedindo que o reparo seja feito.

 

Outros trechos

O problema da quebra de bocas de lobo não é exclusividade da Avenida Brasil. Nas proximidades da Praça Jarbas de Lery, no Bairro São Mateus, região Sul, a situação se repete, havendo um bueiro quebrado há mais de três meses, segundo um morador. O advogado César Augusto Marangon denuncia que, no local, uma idosa já torceu o pé e uma criança caiu, precisando ser levada ao hospital. O estudante Guilherme Leite também reclama de um bueiro danificado na calçada da Rua Santo Antônio, atrás da Catedral Metropolitana. Segundo ele, apesar de o passeio ser novo, a boca de lobo encontra-se avariada há alguns dias, oferecendo perigo a quem passa. De acordo com a Secretaria de Obras, equipes divididas por regiões realizam manutenção diária das bocas de lobo na cidade e todas as solicitações são encaminhadas para serem atendidas o mais rápido possível.