Ato cobra justiça no caso Lincoln
Neste domingo (19), quando se completam 192 dias da morte do estudante e representante comercial Lincoln Brandi Neto, familiares e amigos do jovem se reunirão em um ato que pretende cobrar agilidade no julgamento do suspeito de cometer o crime. A manifestação acontece ao meio-dia, na Rua Alagoas, no Poço Rico, em frente à casa onde a vítima de 28 anos morava com os pais e dois irmãos. Os participantes pretendem percorrer ruas do bairro para lembrar a morte do rapaz. Já faz seis meses que ele morreu, e não temos notícias sobre quando será o julgamento. Não temos a índole de querer vingança e não estamos pedindo nada demais. Só pedimos que o suspeito seja julgado o mais rápido possível, diz o pai da vítima, Lincoln Brandi Júnior.
No dia 5 de fevereiro, Lincoln Brandi Neto foi espancado com golpes de coronhada no rosto, após pedir para que um jovem de 23 anos abaixasse o volume do som do carro. A vítima estava em um bar, na Rua da Bahia, próximo de casa, quando o suspeito chegou ao local em um Corcel II. Com a reclamação de Lincoln sobre o som alto, o motorista deixou o endereço e retornou com uma arma, desferindo as coronhadas. Lincoln foi socorrido por amigos e levado para o Hospital Albert Sabin, de onde foi transferido para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus, mas morreu quatro dias depois. O crime provocou grande comoção por ter sido causado por uma banalidade.
O suspeito, que continua preso, foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e emprego de recurso que impossibilitava a defesa da vítima. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.








