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Estudo aponta aumento na qualidade da educação


Por Tribuna

30/07/2013 às 07h00

A qualidade da educação oferecida ao juiz-forano subiu de muito baixa para alta em duas décadas. Este resultado, apresentado ontem, está presente no Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, desenvolvidos pela Fundação João Pinheiro e validados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). Além da educação, foi avaliado o desempenho dos municípios brasileiros em renda e expectativa de vida, a partir dos dados obtidos no Censo Demográfico do IBGE, de 2010. O resultado geral da cidade, chamado de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), foi considerado alto, com 7,778 (em uma escala que varia entre 0 e 1), sendo o sétimo melhor desempenho entre as cidades mineiras.

Entre os três índices, o IDHM Educação teve o maior salto das duas últimas décadas. Em 1991, o resultado obtido foi 0,420, considerado muito baixo, alcançando 0,594 (baixo), em 2000, e 0,711 (alto) no ano de 2010. Entre os destaques que impulsionaram este crescimento, estão o percentual de pessoas entre 18 e 20 anos com ensino médio completo, subindo de 22,98% para 50,03% durante todo o período, e o percentual de crianças entre 5 e 6 anos com frequência escolar, de 58,95% para 95,61%.

Na opinião do professor da Faculdade de Educação da UFJF Eduardo Magrone, o crescimento mostrado no indicador pode ser explicado pelo desenvolvimento de políticas públicas no setor e o fato de os estudantes locais terem acesso amplo e facilitado ao ensino superior. É um incentivo para os alunos terminarem os estudos. Aquele que está no ensino médio, por exemplo, já deslumbra a possibilidade de ingressar em uma faculdade, seja nas duas instituições federais (UFJF e IF Sudeste) ou nas privadas, por meio de programas como o Prouni. Outra hipótese levantada por Magrone é o fato de a cidade ser bem dotada de agentes da educação básica.

Apesar do bom desempenho, alguns índices colaboram para a cidade não atingir o IDH Educação muito alto (entre 0,8 e 1). Entre os dados negativos está o percentual de jovens em idade escolar, de 15 a 17 anos, que não frequentam uma instituição de ensino, resultando em 11,74% do total. Apesar disso, o índice negativo ainda é menor que o de cidades mineiras do mesmo porte, como Contagem (12,01%), Betim (13,22%) e Uberlândia (15,03%).

Outros indicadores

Embora o resultado tenha sido expressivo no quesito educação, o município foi bem avaliado nos dois outros índices. Quanto à expectativa de vida, o salto foi de 68 para 75,65 anos entre 1991 e 2010, e em renda per capita, de R$ 828,93 para R$ 1.050,88. A renda média, aliás, é maior que as de Betim (R$ 660,56), Contagem (R$ 824,30) e Uberlândia (R$ 1.001,45).

Destes três municípios, Uberlândia é o único com IDHM maior que Juiz de Fora: 0,789, ocupando a terceira colocação no ranking estadual, atrás de Nova Lima (0,813) e Belo Horizonte (0,810). Em seguida aparecem Itajubá (0,787), Lavras (0,782) e Poços de Caldas (0,779).