Ouça agora

Assaltos no Cascatinha e Teixeiras preocupam


Por Tribuna

07/11/2012 às 07h00

Assaltos nas imediações de um shopping no Cascatinha e em ruas do Teixeiras têm chamado a atenção na Zona Sul. As ocorrências são bem típicas. No Teixeiras, as vítimas são mulheres, assaltadas pela manhã, quando saem para o trabalho, como ocorreu, pelo menos, três vezes em outubro nas ruas Comendador Pantaleone Arcuri, Professora Elmaia Vaz e Celso Martins Vaz. Os assaltantes, armados de faca, fugiram com celulares, dinheiro e documentos. Já no Cascatinha, os alvos são clientes que saem do shopping, geralmente à noite, como ocorreu no último domingo, quando duas mulheres foram assaltadas em locais diferentes após deixarem o centro de compras, por volta das 20h30. Em ambos os casos, os ladrões também estavam armados com faca e fugiram levando celulares.

Uma universitária de 22 anos diz ter presenciado o que classificou de um miniarrastão no ponto de ônibus em frente ao shopping, no dia 18 de outubro. Ela voltava para casa, por volta das 19h30, quando as sete pessoas que estavam esperando o coletivo foram abordadas por quatro homens, dois armados com facas. O grupo levou celulares e dinheiro, em uma ação rápida. Por sorte, a estudante e dois amigos conseguiram entrar no ônibus antes de serem roubados. Nunca tinha passado por isso, disse.

Diante dos casos, alguns moradores têm adotado medidas de proteção que consideravam desnecessárias até então. Há um mês, um morador do Teixeiras, 32, instalou alarmes e cercas elétricas em casa. Estou muito preocupado com o grande índice de assaltos na região. Normalmente, eles são realizados da mesma forma, com faca e contra mulheres, como vêm sendo noticiado pela Tribuna há um bom tempo.

O comandante da 32ª Companhia da PM, capitão Ricardo França, não considera que os casos nos dois bairros sejam rotineiros. Para o policial, o que pode ser caracterizado como sazonal, ou seja, periodicamente o volume de ocorrências aumenta, são os registros entre o shopping e a Rua Vicente Beghelli, no Dom Bosco. O policial garante que suspeitos são presos, mas depois são soltos pela Justiça, situação na qual a PM não tem como atuar, a não ser prendendo o mesmo indivíduo quantas vezes forem necessárias. Quanto ao policiamento nas ruas do Cascatinha e do Teixeiras, o militar explica que equipes fazem o patrulhamento constante em pontos base e passagens periódicas pelas vias. A reativação do posto policial do Teixeiras é outra aposta para aumentar a sensação de segurança, uma vez que, segundo a PM, as estatísticas não indicam a existência de um problema de violência naquelas regiões.