Polícia Civil investiga morte misteriosa de mulher em Penido
A morte de uma mulher, 52 anos, encontrada às margens da BR-267, na altura de Penido, Zona Rural, na noite da última quarta-feira (8), está cercada de mistério e será investigada pela Polícia Civil. A vítima apresentava trauma cranioencefálico, perda de massa encefálica e fratura no pé direito. Depois de ser localizada caída na via, ainda com vida, Solange Aparecida Peterman de Oliveira foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde não resistiu aos ferimentos. O companheiro dela, um homem de 34 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar por desacato e suspeito de ter provocado a sua morte. Conforme registrado no boletim de ocorrência, familiares da vítima teriam relatado que ela sofria ameaças de morte por parte dele, que é auxiliar de serviços gerais.
Ainda conforme o documento policial, o suspeito teria relatado que ele e a companheira fizeram consumo de bebida alcoólica durante toda quarta-feira e que, por volta das 18h, enquanto caminhavam às margens da BR-267, o casal teria começado uma discussão. Ele então, como apontou no seu depoimento à Polícia Civil, teria parado em um ponto de ônibus, e a mulher continuou o caminho até desaparecer. Trinta minutos depois, o dono de um bar encontrou com ele no ponto, onde contou ter havido um acidente e que sua companheira já havia sido socorrida.
Reação
O auxiliar contou que foi para casa e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar, quando foi preso. De acordo com o registro da PM, ao chegarem na residência dele, em uma localidade de Penido conhecida como Morro do Arrependido, os policiais encontraram a porta aberta e o homem estava na cama. Ao ser determinada sua abordagem pelos militares, ele teria ficado agitado e agressivo, desobedecendo a ordem policial, tentando inclusive fugir. A PM precisou usar de força para contê-lo. Diante da situação, ele foi preso e conduzido para a delegacia de Santa Terezinha, onde contou que não procurou a mulher no hospital, porque naquela hora não havia ônibus e iria visitá-la ao amanhecer.
Ouvidos pela PM, familiares de Solange afirmaram que o casal convivia há cerca de seis meses e que desde o início do relacionamento ocorriam discussões, ameaças e agressões contra ela, principalmente se a vítima manifestava o desejo de deixá-lo. Ainda conforme os parentes, a mulher era orientada a tomar providências contra o companheiro, mas demonstrava ter medo. O boletim também aponta que o dono de um bar relatou que o casal esteve consumindo bebida em seu estabelecimento no período da manhã até as 14h, quando ele pediu para que a dupla se retirasse devido a intensas e calorosas discussões. Eles teriam se dirigido para outro bar da região. O dono do segundo estabelecimento apontado também confirmou que o casal esteve no local e fez consumo de bebida alcoólica, tendo saído de lá por volta das 18h. O proprietário ainda teria relatado que o auxiliar voltou ao bar sozinho, posteriormente, e teria comentado que Solange havia sido atropelada.
Na delegacia, o caso foi recebido pelo delegado de plantão, Francisco Rezende, que, depois de ouvir o auxiliar, liberou, uma vez que não encontrou provas do envolvimento dele na morte da vítima e nem testemunhas que indicassem a participação dele em um possível crime. A ocorrência foi encaminhada para a 3ª Delegacia de Polícia Civil, para investigação, uma vez que o delegado considerou que era necessário uma apuração mais aprofundada a respeito dos fatos.









