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Mais um posto é assaltado na Deusdedit Salgado


Por Tribuna

10/12/2012 às 17h03

Mais um posto de combustíveis foi alvo de criminosos, elevando para 23 o número de assaltos neste tipo de estabelecimento este ano, sendo cinco somente neste mês. A última ocorrência foi registrada por volta de 22h30 do último domingo, na Avenida Deusdedit Salgado, no Bairro Salvaterra, Zona Sul. Segundo a Polícia Militar, um frentista, 38 anos, foi surpreendido por um assaltante armado com uma garrucha de dois canos. O encarregado do local, que preferiu não se identificar, contou que, na hora da ação, o frentista atendia a um cliente que estava com a esposa e dois filhos pequenos no carro. Segundo ele, houve pânico. O ladrão rendeu o trabalhador e roubou R$ 400, fugindo em seguida. 
Embora o número de assaltos em postos de combustíveis neste ano seja inferior aos 28 casos registrados em 2011, a situação recente vem assustando os trabalhadores do setor.

No roubo ocorrido em outro estabelecimento na Avenida Deusdedit Salgado, um trabalhador foi baleado pelas costas

As queixas da categoria preocupam o Sindicato dos Trabalhadores em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Juiz de Fora e Região. "Os danos são também psicológicos. Eles (os funcionários) estão sempre com medo. Os criminosos estão cada vez mais audaciosos, e os trabalhadores são muito vulneráveis. Sinceramente, ainda não sei qual medida tomar," avalia o presidente da entidade, Paulo Guizzelini.
Um frentista, que está há 12 anos no ramo, confirma a situação. "Está difícil trabalhar, tem gente saindo do emprego. Somos como um banco aberto, só que sem segurança," desabafa.  A frentista Andriléia do Carmo de Souza, que trabalha no posto de combustíveis onde um trabalhador foi baleado na semana passada, também se diz assustada. "Independente do horário, se chega motoqueiro aqui já fico com medo. A gente nunca sabe a quem está atendendo."
O medo de ser a próxima vítima dos assaltantes, levou Marcos Scopel a deixar a ocupação. Ele trabalhou durante um ano em um posto da Zona Norte, mas preferiu não se arriscar mais. "Ouvi relatos de vários colegas que foram assaltados e ficaram sob a mira de revólver. Eu mesmo já presenciei dois assaltos. No segundo, resolvi sair," relata.