Ladrão ataca idosa em casa
Uma mulher de 85 anos foi vítima de roubo e de tentativa de estupro, na noite de domingo, no Bairro Progresso, Zona Leste. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito é um rapaz de 25 anos de idade. A ocorrência traz à tona a discussão sobre a importância da existência de uma delegacia especializada do idoso em Juiz de Fora, que é defendida por especialistas, pela Comissão do Idoso da Câmara Municipal e pelo Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Idoso/Mulher, onde são recebidas, mensalmente, uma média de 20 denúncias de atos praticados contra pessoas da terceira idade. Conforme a PM, o suspeito chegou à residência da vítima pedindo um copo d’água e, quando a aposentada virou as costas, enfiou a mão pela báscula da porta da sala e a destrancou. Em seguida, o homem entrou na casa armado com uma chave de fenda e ameaçou a vítima, exigindo dinheiro. Mesmo após receber R$ 20, o criminoso agarrou a idosa pelo pescoço e a jogou no chão. O homem tentou manter relações sexuais à força com a mulher, mas fugiu após ela se debater e gritar por socorro. Apesar da ação violenta, a aposentada não sofreu ferimentos aparentes, e suas roupas não foram retiradas pelo homem. A PM foi acionada e realizou rastreamento na tentativa de prender o suspeito, no entanto, ele não foi localizado. O caso já está sendo investigado pela 5ª Delegacia Distrital.
Atendimento especializado
A criação de uma delegacia especializada do idoso no município é uma das bandeiras dos órgãos que tratam da questão. Segundo o presidente da Comissão do Idoso da Câmara Municipal, o vereador Isauro Calais (PMN), a necessidade da instalação da unidade já foi comunicada ao secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada."Esta delegacia será referência para o cidadão idoso, para as pessoas que quiserem fazer denúncia e vai contar com um delegado especializado para a proteção dos idosos." Para a coordenadora do Creas Idoso/Mulher, Maria Cláudia Siqueira Dutra, o aumento da violência contra pessoas com mais de 60 anos é preocupante. "A delegacia irá se somar à rede existente de atendimento ao idoso. O crescimento da violência tornou-se perceptível e precisamos de setores e profissionais especializados para este tipo de atendimento."
O assistente social e gerontólogo José Anísio da Silva enxerga com cautela a implantação da especializada, sobretudo no que diz respeito ao exercício diário dos profissionais que estarão ligados à unidade. "Mais do que a importância física, a especialização não tem que estar só no nome, mas no profissional que vai lidar com o idoso. É preciso haver capacitação, com profissionais sensíveis e com conhecimento sobre o envelhecimento. Se for para reproduzir o que já temos, talvez, o que haja seja uma violência institucionalizada."









