Associação de combate à violência completa um ano
Instituição promove cultura da paz e, entre as várias atividades, sedia grupos reflexivos que incluem homens com histórico de agressão


A Associação Therezinha Regina Tavares, conhecida como Casa de Therta, completou um ano de existência em maio. O projeto promove a cultura da paz e o combate à violência em todas as suas formas em Juiz de Fora. O nome homenageia a mãe da diretora, Senira Rocha. Segundo ela, a Casa é uma associação de portas abertas. “Quem chega, nós atendemos. Mas há também encaminhamentos para o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e para o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).”
Em relação ao trabalho desenvolvido, Senira explica que o projeto atua em diferentes frentes. “Desenvolvemos atendimento psicológico para adultos e adolescentes. Nesse caso, temos convênio com as faculdades Universo e Uniacademia. Além disso, fazemos orientação jurídica e buscamos evitar que quem nos procure chegue até o judiciário. Preferimos chamar para conversar e resolver o problema de forma amigável. Também somos a primeira associação sem fins lucrativos em Juiz de Fora a fazer projeto junto à Vara de Violência Doméstica, com grupos reflexivos para homens com histórico de agressão”, destaca.
Embora a maioria dos atendimentos seja feito com mulheres, Senira explica que a atuação vai além. “Cuidamos da família. Além do atendimento psicológico com a mulher e os filhos, temos atendimento com aquele casal que briga e retorna, oferecendo apoio psicológico para eles entenderem seus sentimentos e tomarem as melhores decisões. A conciliação é o melhor caminho.”
Atualmente, a Casa atende por volta de 30 pessoas na parte psicológica, de acordo com a diretora. Além disso, são disponibilizadas vagas para no máximo 11 homens em cada grupo reflexivo – no momento, estão no 12º grupo. Nesses grupos, a associação foca em orientar e ouvir o que as pessoas têm a dizer, além de tentar mostrar caminhos de pacificação. Senira reitera que no atendimento à mulher não é feita a diferenciação entre aquelas que já buscaram e as que não buscaram o sistema judiciário. “Nos casos de mulheres que sofrem violência, fazemos pedido de medida protetiva. Entretanto, esse não é o foco, já que muitos locais já fazem isso, como a Casa da Mulher e as delegacias”, esclarece.
‘Me preocupo em melhorar meu entorno’
Senira ainda comenta sobre outro trabalho, realizado com alunas da rede municipal de ensino. “Oito meninas comparecem de 15 em 15 dias, aos sábados, para conversar sobre assuntos como tempo de exposição na internet, luto, violência contra mulher, sexualidade e outros. Ao todo, são dez encontros, sendo que no último os pais são convidados a participarem, apesar de poderem estar presentes em todos. A Casa de Therta paga a passagem delas.”
Conforme a diretora, o mais importante é ajudar o máximo possível de pessoas. “Me preocupo em melhorar meu entorno. Se todos procurarmos isso, para nos conhecermos melhor, nos respeitarmos, atingiremos o que buscamos: fazer um local melhor para as pessoas, trazer conscientização e harmonia. Não por acaso, os grupos de psicólogos e atendimento jurídico são formados por voluntários, que atendem com muita boa vontade e carinho”, exalta.
A Associação Therezinha Regina Tavares funciona na Avenida Getúlio Vargas 672, sala 303. O telefone é (32) 99923-3802.











