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Cenipa não tem causa para acidente aéreo


Por Tribuna

03/10/2012 às 07h00

O acidente aéreo com o King Air B-200, prefixo PR-DOC, que matou oito pessoas próximo ao Aeroporto da Serrinha, entre elas o diretor da Vilma Alimentos, Domingos Costa, 58 anos, e seu filho, 14, além de quatro funcionários do alto escalão da empresa, piloto e co-piloto, completou dois meses na última sexta-feira, 28, ainda sem definições sobre o que causou a tragédia. Familiares das vítimas cobram respostas da Aeronáutica e da Justiça, já que o inquérito finalizado pela Polícia Civil, em 21 de agosto, não resultou em indiciamentos.

A assessoria de comunicação do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3) informou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) ainda não concluiu o relatório que apontará as causas da tragédia, alegando que não há prazo limite para a divulgação do documento. No site, em consultas a outros acidentes, a Tribuna constatou que o tempo para a emissão do relatório final varia de três meses a um ano e meio.

Sexta-feira fez dois meses do acidente com o bi motor em Juiz de Fora. Será que vai ser apenas mais um para entrar para as estatísticas? Como andam as investigações? Sou mãe de uma das vítimas e não terei meu coração tranquilo enquanto não conseguirem apurar os fatos, comentou uma mulher na rede social Facebook.

A assessoria do Seripa destacou que o processo realizado tem o propósito de prevenir novos acidentes e não apontar culpados, ressaltando que esse trabalho cabe às polícias, ao Ministério Público e à Justiça. Ainda segundo a assessoria, as investigações do Cenipa consistem na reunião e na análise de informações e na obtenção de conclusões, incluindo a identificação dos fatores contribuintes para a ocorrência, visando a formulação de recomendações sobre a segurança.

Já em relação ao trâmite judiciário também não há definição. O processo foi remetido inicialmente para a 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas, na comarca de Juiz de Fora. Mas com o entendimento do Ministério Público de que a competência pelo caso seria da Justiça Federal, o mesmo foi reenviado e recebido pela 3ª Vara Federal. Entretanto, o processo está em avaliação no Ministério Público Federal.