Agente penitenciário cumpre prisão temporária
O agente penitenciário de 41 anos, preso na quarta-feira durante a operação "Impacto", deflagrada pela Vara de Execuções Criminais de Juiz de Fora, está em uma cela individual na Penitenciária José Edson Cavalieri (Pjec), onde cumpre prisão temporária. Ele é suspeito de facilitar a entrada de drogas, armas e celulares nessa mesma unidade prisional onde é lotado, além de supostamente fazer um relatório com dados da rotina pessoal do titular da Vara de Execuções Criminais, Amaury de Lima e Souza, e tentar vender as informações para os presos por até R$ 30 mil. O agente foi ouvido durante a madrugada desta quinta-feira (09), na 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil, antes de ser encaminhado à penitenciária. A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) informou que, caso seja confirmado o envolvimento do agente no esquema, ele terá o contrato rescindido. Ele poderá ainda ser transferido para a Penitenciária de São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Já os sete custodiados da Pjec e um do Hospital de Toxicômanos Padre Wilson Vale da Costa, também presos durante a operação "Impacto", foram transferidos para o Ceresp. De acordo com o juiz Amaury, a operação não tem previsão para terminar. "As investigações continuam. Mais dados estão sendo coletados, e agora será dado enfoque ao serviço de inteligência por parte da Polícia Civil."
Nesta quinta-feira, a subseção Juiz de Fora da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-JF) prestou solidariedade ao magistrado. Em nota, o presidente da entidade, Denilson Clozato Alves, afirma que "no momento em que toda a sociedade juiz-forana se mobiliza contra o aumento da violência na cidade, é intolerável que a magistratura seja ameaçada". A OAB-JF pede medidas eficazes para coibir ações ilícitas e graves como a denunciada pelo juiz.









