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Mulher é estuprada em represa na Cidade Alta


Por Tribuna

10/01/2012 às 07h00

Uma mulher de 35 anos procurou a polícia após ter sido estuprada em plena luz do dia, enquanto praticava corrida na represa do Cruzeiro Santo Antônio, na Cidade Alta. Ela teria sido forçada por um homem desconhecido, que a levou para o meio do matagal e a jogou no chão. O crime foi registrado pela Polícia Militar na manhã de domingo, por volta das 10h. Segundo a vítima, o criminoso estava usando um agasalho de cor preta e surgiu correndo ao encontro dela. Ele teria se aproximado e a empurrado para o matagal, onde teria forçado seu rosto contra o chão. A vítima alegou aos policiais que teria percebido um volume na cintura do homem, como se fosse uma faca. Conforme a PM, ele obrigou a mulher a ficar calada, para, em seguida, violentá-la. Conforme consta no boletim de ocorrência, o criminoso, após o ato sexual, ordenou que ela ficasse quieta e não saísse do local, fugindo em seguida. A vítima contou que se recompôs, foi para casa, relatou o ocorrido ao marido e decidiu procurar o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde foi submetida ao protocolo de risco biológico. A PM realizou o rastreamento no local, mas não encontrou o suspeito.

De acordo com a titular da Delegacia de Proteção e Orientação à Família, Maria Isabella Bovalente Santo, será solicitado o laudo do exame médico, a fim de verificar se houve a materialidade do crime e se a vítima sofreu outros tipos de lesões. Se ficar constatado violência sexual conjugada com outro tipo de violência, tomaremos as providências necessárias. Mesmo assim, a vítima deve comparecer à delegacia para receber orientações. Este caso não é típico, porque se trata de um estupro cometido por um estranho, o que não é comum na cidade. A maioria é praticada por conhecidos e até parentes, destaca a delegada, advertindo: Apesar do horário (matutino), o local é deserto. As mulheres têm que ficar atentas para este tipo de situação.

Conforme o comandante da 99ª Companhia da PM, responsável pela segurança da Cidade Alta, capitão Fernando Machado Miranda, o patrulhamento é constante no local. É necessário que as mulheres evitem andar sozinhas, escolham locais movimentados e onde haja sinal de celular, para acioná-lo em caso de necessidade. Se houver a presença de estranhos em atitude suspeita, deve-se ligar para o 190.