Imóveis desabam em Lima Duarte
Um pedaço de uma casa e um lava-jato, situado debaixo da residência, desabaram no domingo (4), na Avenida Centenário, na região conhecida como Paradinha, dentro da cidade de Lima Duarte. Ninguém ficou ferido, pois a área já havia sido interditada. O risco do deslizamento era iminente desde o dia 15 do mês passado, quando um terreno da via teve parte de sua estrutura abalada e acabou comprometendo residências. Segundo o secretário de Obras do município, Olivier de Paula Campos, seis imóveis estão interditados na área por causa do problema. De acordo com informações de moradores da região, a via também estaria interditada, por causa da queda de um poste, em decorrência da instabilidade do barranco. No entanto, Olivier não confirma a situação.
A irmã do proprietário do lava-jato e da casa que caíram Letícia Ribeiro de Almeida Lemos, é também dona do salão Renata Festas e de um prédio de quatro andares, onde fica seu restaurante e a casa em que mora. Todos os estabelecimentos foram interditados na Avenida Centenário. Segundo ela, os imóveis estariam pendurados, trincados, ameaçando cair a qualquer momento. Ela acrescenta que vizinhos de frente estão até se mudando, porque temem que a chuva possa levar as casas que sobraram, arrastando também tudo que estiver pela frente. Ela e o irmão estão morando em casas subsidiadas pela Prefeitura. Além disso, Letícia teve que alugar uma garagem, na qual está atendendo os clientes de seu restaurante de forma provisória.
Quando as rachaduras nos imóveis começaram a ser percebidas em julho, chegou-se a cogitar a possibilidade de que o problema teria sido causado por funcionários de uma obra no local. Eles teriam usado explosivos para destruir uma pedra do terreno e retirado uma grande quantidade de terra do barranco. Entretanto, o secretário de Obras de Lima Duarte afirma que ainda não se sabe ao certo o motivo, já que uma série de fatores pode ter causado a instabilidade do terreno. A expectativa é de que técnicos da Defesa Civil estadual possam nos ajudar a constatar as causas.
Olivier caracterizou os imóveis que desabaram ontem como casas de construções modestas, que já vinham sofrendo pressão do morro acima. Segundo ele, existia a expectativa de que caíssem. Mesmo assim, ele ressalta que a Prefeitura já solicitou a diversas empresas de engenharia projetos de recuperação da área. Além disso, também já teria sido acionado o pedido de ajuda financeira à Defesa Civil estadual e federal para a contenção da encosta. Temos que levar em consideração, entretanto, que é um trabalho grande, complexo, com várias soluções de engenharia. Estamos estudando a melhor e mais viável, afirma.
O secretário reforça ainda que famílias atingidas estão sendo assistidas, com apoio social do município. Além disso, de acordo com Olivier, foi feita uma contenção no topo do morro para evitar entrada de águas pluviais, uma medida paliativa para evitar que as chuvas aumentem os estragos. Por meio da assessoria de comunicação, a Defesa Civil de Juiz de Fora informou que esteve no local na época do acidente e orientou a interdição da área até que fossem realizadas as obras para reparar a situação. O órgão também passou o caso para a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.








