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Entidades debatem prevenção à criminalidade


Por Tribuna

28/11/2013 às 07h00

Lotação máxima. Essa é a situação das unidades prisionais em Juiz de Fora, onde 2.054 pessoas estão detidas, incluindo o Ceresp, as penitenciárias José Edson Cavalieri e Ariosvaldo Campos Pires e o Hospital de Toxicômanos. Apesar do aumento progressivo do encarceramento nos últimos anos, não houve redução nos índices de violência. Ao contrário, o avanço da criminalidade têm desafiado as autoridades. Já são 122 mortes violentas este ano no município, além de registros frequentes de roubos e assaltos com vítimas feridas em todas as regiões da cidade. Com o objetivo de reverter o atual cenário, representantes do Centro de Prevenção à Criminalidade de Juiz de Fora e do Diretório Acadêmico da Faculdade de Direito da UFJF, em parceria com a Pró-Reitoria de Extensão da UFJF e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Subseção Juiz de Fora) se reúnem amanhã, na sede da OAB (Avenida dos Andradas 696). A ideia é propor alternativas para a prevenção da criminalidade no município, levantando a importância da participação da sociedade no processo. Neste ano, o evento faz parte da programação do projeto JF em pacto pela paz.

O objetivo é sensibilizar a comunidade para a necessidade de participação no tema segurança pública, a partir da ótica da prevenção, explica a gestora social do Centro de Prevenção à Criminalidade de Juiz de Fora, Arine Caçador Martins. A sociedade clama por maior punição e repressão, crê no recrudescimento da repressão e da punição como únicas ferramentas para o enfrentamento do problema, mas seguindo as palavras de Maria Lúcia Karam, ex-defensora pública e juíza de direito aposentada, que estará na cidade para o evento, ‘é como oferecer doses cada vez maiores de um remédio que já se mostrou ineficaz’.

Egressos premiados

No seminário, que acontece entre 13h e 20h30, serão realizadas três mesas de debate, reunindo acadêmicos, especialistas e policiais. Ainda durante o evento, egressos e pessoas em cumprimento de penas alternativas serão premiados no concurso cultural realizado em parceria com a Casa de Cultura Evailton Villela. Os egressos realizaram produções artísticas, como redações e letras de rap e dois deles serão premiados com tablets, explicou Arine. Para o coordenador da Casa de Cultura, Jefferson Januário, conhecido como Negro Bússola, a ação é importante, pois estimula a quem está dentro do sistema a falar sobre a violência.

As inscrições para o seminário são gratuitas e podem ser feitas pelo site www.institutoelo.org.br. Também será possível fazer inscrição no dia do evento, porém, as vagas são limitadas.