Mutirão faz 250 testes de DNA

Material genético será analisado em BH, e resultados saem no início de dezembro
Pelos menos 250 testes de DNA foram realizados nesta sexta-feira (18) em Juiz de Fora, como parte do mutirão "O direito de ter pai", realizado pela Defensoria Pública de Minas Gerais em todo o estado. Um total de 73 famílias foram atendidas na cidade. Para confirmação da paternidade são colhidas amostras de material genético do filho, da mãe e do pai. No caso de morte de um dos parentes, outra pessoa da família, como avô, tio ou irmão, pode fazer a doação. "O objetivo do mutirão é agilizar os atendimentos para que a realização do exame seja mais rápida e o reconhecimento, em consequência, otimizado", esclarece a coordenadora regional da Defensoria Pública, Ana Lucia Gouvêa Leite.
O material foi coletado por uma empresa particular de Juiz de Fora, que prestou o serviço de maneira gratuita. Os testes serão enviados para Belo Horizonte, e a previsão é de que os resultados saiam em 45 dias. As famílias beneficiadas já têm data e hora marcada para retornarem ao órgão, na primeira semana de dezembro, quando os resultados serão revelados. No próximo encontro, também serão esclarecidas questões como guarda, pensão alimentícia e horários de visita. Nesta sexta, 40 pais fizeram o reconhecimento espontâneo dos filhos, dispensando o exame de DNA.
De acordo com a Defensoria Pública, 57 supostos pais não compareceram nesta sexta para o exame. Nestes casos, conforme a coordenadora, as famílias serão orientadas a entrar com processos de pedido de reconhecimento de paternidade. "Será um procedimento com trâmite normal, com audiências até a sentença."
Diante da demanda, a intenção da Defensoria Pública é que o mutirão se torne um evento fixo. "Uberlândia começou com esse projeto há cinco anos, Belo Horizonte já conseguiu fazer o processo no ano passado. E agora, foi possível implantar em várias cidades em sedes de comarca da Defensoria Pública."








