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Civil investiga caso de bebê abandonado no Centro


Por Marcos Araújo

06/12/2012 às 15h24

Passa bem o recém-nascido abandonado dentro de uma bolsa de viagem na Rua Santa Rita, no Centro, na noite de quarta-feira (5). De acordo com a médica plantonista do Pronto Atendimento Infantil (PAI), Fernanda Sell, onde menino permanece internado, ele deu entrada na unidade trazido pela Polícia Militar e logo recebeu a visita do Conselho Tutelar. Segunda ela, a criança tem entre 4 ou 5 dias de vida, uma vez que apresenta o coto umbilical seco. "A cada dia após o nascimento, o coto umbilical vai ficando mais seco, o que nos permite fazer esta avaliação", informou a pediatra, acrescentando que o neném nasceu após nove meses de gestação, tem boa formação e pesa 3,6kg, gozando de plena saúde. "Ele tem os reflexos preservados, está mamando bem, é supertranquilo e sem sinais de doença. Tivemos apenas de administrar antibiótico, pois o umbigo estava exalando um odor, que mostra que não foi tratado de maneira correta." Fernanda também afirmou que o bebê não apresenta sinais de maus-tratos.

"Desde que chegou, está sendo muito paparicado. A médica que estava de plantão no momento fez questão de dar o primeiro banho. Outra, mandou buscar em casa roupinhas para a criança. Todo mundo quer ficar com ele no colo. É bajulado o tempo todo. Já tem gente achando que ele tem cara de se chamar João", brincou a pediatra. Ela afirmou que, agora, aguarda parecer da Vara da Infância e Juventude a respeito do destino da criança.

Diligência

O delegado titular da 7ª Delegacia de Polícia Civil, Leonardo Bueno Procópio, informou que abriu diligência preliminar para dar início à investigação. "Vamos procurar nos hospitais o registro de nascimento dessa criança, com a finalidade de localizar o mãe ou o pai. Iremos ainda colher informações de testemunhas no local onde o bebê foi encontrado", informou o policial, acrescentando que os pais podem responder pelo crime de abandono de recém-nascido, cuja pena varia de seis meses a dois anos de prisão.

Segundo a conselheira do Conselho Tutelar Centro/Norte, Fernanda Evarista, "o procedimento será encaminhado para a Vara da Infância e Juventude, para que haja uma definição a respeito das providências cabíveis à criança. Como o bebê não tem registro, a juíza pode determinar o acolhimento do menino em um abrigo ou em uma família acolhedora."

O coordenador do Comissariado de Menores da Vara da Infância e Juventude, Maurício Gonçalves Alvim, informou que o caso já havia sido recebido, e que a juíza da Vara ainda irá avaliar, para chegar a uma definição.