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Protesto marca audiência sobre atropelamento fatal


Por Tribuna

19/01/2012 às 07h00

Familiares, amigos e colegas de escola do adolescente Rafael Cunha Theodoro, morto aos 16 anos, em setembro de 2010, depois de ter sido atropelado na Avenida Deusdedit Salgado, na altura do Parque da Lajinha, se reuniram, na tarde de ontem, na frente do Fórum Benjamin Colucci, em manifestação a favor de justiça e paz no trânsito de Juiz de Fora. A mobilização pretendia chamar a atenção da população e de autoridades para a audiência realizada na 3ª Vara Criminal, com objetivo de colher informações a respeito do caso.

A mãe do adolescente, Sandra Cunha, foi ouvida pelo juiz titular, José Humberto de Souza Carvalho. Segundo ela, o apoio de parentes e pessoas ligadas ao adolescente tem sido importante para que a morte do filho não fique impune. "Queremos uma resposta do judiciário frente ao que aconteceu com Rafael. Que a punição que vier para a pessoa que cometeu este crime possa servir para freá-la, para impedir que cometa outros atos ilícitos", afirmou a mãe, que é estudante de direito.

Na época do atropelamento, a Polícia Civil apurou que um bacharel em direito e organizador de festas, hoje com 32 anos, dirigia um Chevrolet Vectra vermelho que atingiu o adolescente. Atualmente, o estudante responde pelo crime de homicídio culposo. Mas, no inquérito concluído pela Polícia Civil, foi considerado que o atropelador estava "em alta velocidade para o trânsito na via em circunstâncias normais". O indiciamento levou em consideração, ainda, a "omissão do socorro e fuga do local", além do fato de o suspeito tentar "registrar um boletim de ocorrência de furto de veículo, objetivando fugir da responsabilidade penal de sua conduta". Além da mãe da vítima, o réu e mais onze testemunhas de acusação seriam interrogados. Entretanto, nova audiência foi marcada, a fim de que mais pessoas sejam ouvidas.