Homem é ameaçado com estilete em leito do HPS
Um homem de 45 anos internado no Setor de Psiquiatria do Hospital de Pronto Socorro (HPS) sofreu uma tentativa de roubo e foi ameaçado por outros dois que estavam internados no mesmo setor para tratamento de dependência química, na noite da última segunda-feira. A vítima estava deitada sozinha em um dos leitos, quando teve um estilete colocado em seu pescoço por um dos pacientes, enquanto o outro a segurava para que não se mexesse. O caso foi registrado pela Polícia Militar, por volta das 19h30. Conforme o boletim registrado pela PM, a vítima estava internada na unidade, quando teria sido rendida pela dupla, de 24 e 25 anos.
Depois de imobilizar o paciente, os outros dois passaram a remexer nas suas vestes à procura de cigarro e dinheiro. Eles ainda teriam pego a carteira do homem, procurando dinheiro. Como apontou o documento policial, um técnico em enfermagem, 50, que trabalha no setor passou pela porta do quarto e viu a ação dos dois rapazes, que imediatamente largaram a vítima. Ele também teria ordenado para que os suspeitos saíssem de cima do internado. O suspeito que segurava o estilete jogou o instrumento em cima da cama, que foi recuperado pelo técnico em enfermagem. Antes de seguir para o posto de enfermagem, a dupla ainda agrediu a vítima.
Um terceiro rapaz, 20 anos, que também estava internado no setor e que teria observado a atitude dos dois, passou a defendê-los junto ao técnico em enfermagem, fazendo ainda ameaças de agressão e de morte. Ele teria afirmado que, ao sair do HPS, iria acertar as contas com ele. Quando a PM chegou ao local, os autores já tinham sido contidos pela Guarda Municipal e recebido alta médica do psiquiatra de plantão, pois aguardavam avaliação de indicação para internamento ou tratamento ambulatorial. Eles foram detidos e conduzidos para a delegacia de Polícia Civil, onde foram liberados após lavratura de termo de compromisso de comparecimento à Justiça.
Fragilidade
De acordo com o diretor geral do HPS, Clorivaldo Rocha Corrêa, a situação ocorrida no hospital é um reflexo da abrangência das drogas em todos os setores da sociedade. O problema de dependência química é uma séria questão de saúde pública e se agrava quando vinculada às drogas. Isso fragiliza as instituições, pois não contam com o amparo das forças de segurança em nível hospitalar. Assim é difícil trabalhar em certas condições. No fato de segunda-feira à noite, contamos com o apoio da Guarda Municipal, avaliou o diretor, destacando que o episódio, além de isolado, serve de alerta.
É uma situação complicada, pois não temos como atribuição fazer a abordagem de revista aos pacientes que nos chegam, ressalta. Clorivaldo Rocha adiantou que, em função do acontecido, irá se reunir com o comando da Guarda Municipal a fim de traçar estratégias de segurança para garantir a tranquilidade do HPS e evitar que problemas semelhantes aconteçam no futuro.









