Parede cai e atinge bebê

No Centro, homem que passava debaixo de marquise conseguiu escapar de reboco que caiu na São João
Um bebê de 1 ano e 10 meses ficou ferido após um barranco deslizar e atingir um imóvel na Rua Orlanda Fortini Arcuri, no Bairro Santa Luzia, Zona Sul. A ocorrência, atendida por volta das 20h de segunda-feira, mobilizou Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Resgate. A criança teve arranhões na mão e na testa, sendo encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde foi medicada e liberada. De acordo com vizinhos, após a queda do talude, uma das paredes da casa de quatro cômodos, onde a menina estava, foi atingida e se partiu. Os dois quartos que ficam nos fundos foram danificados. Em um deles, estava a criança, que foi atingida levemente por resquícios da estrutura que desabou. O imóvel foi interditado pela Defesa Civil. Uma mulher que cuidava da criança estava na cozinha e não se feriu. O pai, carpinteiro, havia saído. De acordo com o tio do bebê, o eletricista Marcos Antônio de Araújo, 32 anos, a queda do talude teria começado no mesmo local onde estava o hidrômetro do imóvel.
No balanço divulgado ontem pela Defesa Civil do município, entre as primeiras horas de terça-feira e o início da noite, 73 atendimentos em consequência das fortes chuvas que atingiram o município de sábado até segunda. Desse total, 24 vieram da região Norte, seguidos das zonas Sul (13) e Leste (15). O Centro somou oito ocorrências, e a região Sudeste mais sete. Já a Cidade Alta contabilizou cinco, e a Zona Norte, uma. Dos chamados, destacam-se 12 motivados por escorregamento de talude, sete por ameaças e 11 por orientações técnicas.
Com os casos de ontem, subiu para 36 o número de desalojados em virtude das precipitações. Quatro pessoas foram encaminhadas para o aluguel social da Prefeitura.
Queda de reboco na São João
Parte do reboco da marquise do prédio 225, onde se encontra a Galeria Ana Delmonte, na Rua São João, Centro, caiu por volta das 14h30 de ontem. Ninguém ficou ferido. De acordo com a secretária Beatriz Gregório da Silva, que trabalha ao lado do edifício, um homem conseguiu se desviar a tempo. O local foi isolado.
Conforme a assessoria da Defesa Civil, o prédio é antigo, e a chuva dos últimos dias complicou a situação. A Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) informou que os responsáveis já foram notificados. Eles deverão adotar imediatamente medidas de segurança e retirar o material desnecessário de cima da marquise. O condomínio tem um prazo de 30 dias para apresentar um laudo de estabilidade e finalizar as obras de reparo, que incluem a captação de água, a correção das infiltrações, embutir a fiação exposta e realizar a pintura. O não cumprimento do prazo acarreta em multa de R$ 50 por dia.








