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Jovem tem perna presa em elevador


Por Kelly Scoralick e Sandra Zanella

28/11/2012 às 07h00

Uma estudante de 20 anos ficou ferida após ter a perna presa no elevador de um edifício residencial na parte baixa da Rua Espírito Santo, no Centro. O caso aconteceu na noite de segunda-feira e mobilizou a PM e o Corpo de Bombeiros, que fez o resgate da vítima. Segundo a PM, por volta das 22h, a jovem entrou no elevador e subiu até o terceiro andar. No momento do desembarque, a estrutura teria se deslocado para baixo, mesmo a porta estando aberta.

Uma das pernas da estudante ficou agarrada no interior do elevador. A equipe do Resgate fez a retirada da vítima, que apresentava dores lombares. Ela foi socorrida pelo Samu e levada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), que constatou trauma na bacia. Ela foi liberada na tarde de ontem.

De acordo com a representante do conselho fiscal do condomínio, Maria da Glória Almeida, a manutenção do elevador, feita mensalmente por uma empresa terceirizada, estava regular. Ainda segundo ela, a firma realizou uma perícia no equipamento na tarde de ontem. A Tribuna tentou contato com a empresa responsável pela manutenção, mas não obteve resposta.

 

Prevenção

O sócio-proprietário de outra empresa de conservação de elevadores, Wilson Guilarducci, afirma que os equipamentos necessitam de cuidados como limpeza, lubrificação das peças e pequenos reparos. "É necessário que ocorra a manutenção preventiva e corretiva." Para ele, em casos de acidente, a responsabilidade é tanto da empresa responsável quanto do condomínio que contratou o serviço. "A manutenção mensal tem um custo e, às vezes, o condomínio não pode arcar com o gasto", reforça Wilson.

As empresas que prestam manutenção em elevadores precisam ter registro no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), assim como o engenheiro mecânico responsável pela execução do trabalho. "Esse profissional responde pela firma com a obrigação técnica e civil, inclusive em casos de acidentes. Se o condomínio não pagou o serviço, e a empresa não rescindiu o contrato, a responsabilidade continua sendo da firma, que ainda responde pela manutenção", afirma o coordenador regional do Crea Flávio Lima. Segundo ele, recentemente o conselho fiscalizou as firmas que atuam no ramo, sem identificar irregularidades. Agora está sendo discutida a checagem nos edifícios. "Poderemos cobrar dos condomínios o plano de manutenção preventiva dos elevadores, que engloba ainda a atenção com a parte elétrica, evitando possíveis incêndios."

Apesar do incidente registrado, o Corpo de Bombeiros informa que esses casos não são recorrentes. A orientação para o passageiro é observar se o equipamento está parado com segurança antes de descer dele. Em casos de acidentes, o usuário deve manter a calma e acionar o botão de alarme.