Frente cobra melhorias em Restaurante Popular
Representantes da Frente de Defesa do Restaurante Popular de Juiz de Fora entregaram ontem, ao Ministério Público, uma representação, na qual apontam o que chamam de irregularidades na construção e na gestão do Restaurante Popular, em funcionamento desde agosto deste ano na cidade. O grupo questiona a terceirização no fornecimento das refeições, a ausência de adequações na estrutura física do local, como instalações de ventiladores e ar-condicionado, e cobra melhorias na acessibilidade.
O documento, composto de aproximadamente 300 páginas e assinado por 19 entidades da sociedade civil, foi protocolado na Promotoria de Defesa dos Direitos Humanos, no gabinete do promotor Paulo César Ramalho, que não pôde atender os integrantes da Frente de Defesa do Restaurante Popular. "Desde julho, temos enviado ofícios, solicitando uma reunião com o promotor para a entrega da representação. Como não obtivemos respostas, escolhemos o Dia Internacional dos Direitos Humanos (celebrado ontem) para fazê-lo, uma vez que nosso estudo mostra que existem violações, por parte do Poder Público, ao direito humano à alimentação adequada", explicou uma das coordenadoras do movimento e integrante do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (Comsea), Bettina Koyro.
Ainda segundo ela, a Frente espera que, por meio do documento, seja possível abrir um inquérito civil técnico para apurar as denúncias e firmar um termo de ajustamento de conduta (TAC). Coordenador do Movimento Nacional de Luta pela Moradia e membro da Frente de Defesa, Paulo Sérgio dos Reis, ressalta que as pessoas assistidas pelo núcleo têm reclamado da qualidade da comida fornecida. "A informação nos chega pela opinião dos usuários, que almoçam no estabelecimento todos os dias. Quando vamos verificar, percebemos outras deficiências, principalmente sobre o desperdício de alimentos."
Ações sociais
Em apenas quatro meses de funcionamento, usuários do Restaurante Popular fizeram denúncias, pelas redes sociais, sobre roubo de utensílios e depredação dos equipamentos instalados no local. Na visão de Bettina, a ausência do gestor no dia a dia do restaurante e a falta de ações sociais estimulam comportamentos como estes. "Assim como acontece em outros restaurantes populares do Brasil, gostaríamos que existissem iniciativas culturais e sociais para que os usuários se sentissem integrados ao espaço. É por meio de ações como essa que despertamos o sentimento de zelo."









