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Venda ilegal de gás preocupa em JF


Por EDUARDO VALENTE

15/10/2011 às 07h00

Em Juiz de Fora existem 55 distribuidores e revendedores de gás de cozinha credenciados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No entanto, conforme relato de vendedores e informações da agência reguladora, o número de pontos de revenda pode ser o dobro do número oficial, já que muitos comerciantes atuam na clandestinidade.

Conforme a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), o problema ocorre principalmente em bairros periféricos, onde padarias, mercados e até bares deixam botijões expostos para venda. O comércio ilegal de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) é observado em todo o Brasil. Somente este ano, a ANP apreendeu mais de mil botijões em revendas irregulares em Minas Gerais. Em todo o país, desde janeiro, 62 estabelecimentos foram fechados, e cerca de 900 autos de infração emitidos.

Proprietária de uma distribuidora autorizada em Juiz de Fora, a comerciante Tatiana Fonseca denuncia a concorrência desleal do chamado comércio de fundo de quintal. Entre os riscos existentes neste tipo de revenda está a possibilidade de adulteração do botijão. Especialista em regulação da ANP, Marcelo Silva, que coordena o programa Gás legal de combate à clandestinidade, alguns infratores fazem a ‘chupeta’. Pegam um botijão de 13 kg (o mais vendido para uso residencial) e utilizam parte do conteúdo para encher outros botijões menores, como aqueles de lamparina, de 2 kg. Ou seja, o cilindro que deveria conter 13 kg acaba saindo com 11kg.

Conforme o especialista, caso haja suspeita de algo errado, o consumidor deve formalizar denúncia aos órgãos competentes (ver quadro). Os fiscais, em parceria com Corpo de Bombeiros e até o Ministério Público Estadual, vistoriam periodicamente os pátios de armazenamento, com o objetivo de identificar possíveis adulterações, além de observar as condições locais, como a presença de extintores de incêndio e procedimentos de segurança previstos nas normas técnicas.