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Enfermeiro é agredido na UPA Santa Luzia


Por Tribuna

01/12/2011 às 06h00

Menos de 24 horas depois de um homem quebrar uma vidraça da recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro Santa Luzia, outra ocorrência de violência foi registrada pela Polícia Militar no local. Dois irmãos, um carpinteiro, 36 anos, e um motorista, 39, são suspeitos de agredir um enfermeiro, 24. Eles teriam sido imobilizados por funcionários do posto, com ataduras, até a chegada da PM. Conforme os suspeitos relataram aos policiais, eles estariam indignados com a demora no atendimento à mãe, 80, que aguardava transferência médica, desde segunda-feira, sentada em uma cadeira, como consta no Boletim de Ocorrência (BO). Ela apresentava quadro de insuficiência cardíaca.

No BO também está relatado que a transferência da paciente para outro hospital estaria liberada desde as 15h de terça-feira, mas a direção do Samu não teria disponibilizado ambulância equipada com CTI para a remoção. A secretária de Saúde, Maria Helena Leal, nega. "Em nenhum momento o Samu recebeu demanda da unidade para realizar a transferência. Não foi por falta de veículos que isso ocorreu." Ainda segundo a secretária, a paciente estava sendo medicada e acompanhada por equipe médica, acomodada em poltrona especial. "Ela aguardava a liberação do leito, mas não estava correndo mais risco de morte. Se preciso, seria realocada em leito de urgência dentro da unidade." Maria Helena ainda explicou que a liberação das vagas é feita por médicos reguladores, que alocam os pacientes nos 148 leitos de UTI disponíveis na cidade. "Infelizmente ainda faltam leitos, realidade que não é exclusiva da cidade, mas do país. A esperança está no novo hospital regional, que terá 40 vagas para UTI."