Ouça agora

Cidade terá Laboratório de Estudos da Violência


Por Tribuna

11/10/2013 às 07h00

As ações a serem desenvolvidas no combate à criminalidade violenta em Juiz de Fora ganham mais força com a efetivação do Plano Municipal de Enfrentamento da Violência e a instalação do Laboratório de Estudos da Violência junto ao Centro de Pesquisas Sociais (CPS) da UFJF. A definição se deu ontem no encontro realizado no auditório da Escola Superior de Advocacia (ESA) da OAB-JF, reunindo representantes da Câmara Municipal, da Prefeitura, da UFJF e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG). O encontro é uma continuação do seminário sobre a violência realizado em março, quando a Câmara chamou para o debate diversos órgãos da sociedade para discutir o aumento da criminalidade no município. O encontro de ontem serviu para definir a coordenação das atividades e a criação de um calendário de ações para este mês e o próximo, além da implantação do laboratório. Sete órgãos estão envolvidos diretamente nas ações: a Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal, Prefeitura, OAB-JF, UFJF, Polícia Militar, Polícia Civil e Centro de Prevenção à Criminalidade. O secretário de Governo da Prefeitura, José Sóter de Figueirôa Neto, foi eleito para ser o coordenador das atividades do plano.

Fórum

Entre uma das ações aprovadas na reunião de ontem está a criação de um Fórum Virtual de Enfrentamento da Violência, que deverá ser implantado em curto prazo a partir dos dados que serão fornecidos pelas entidades que integram o grupo de trabalho de enfrentamento da violência. Para o pró-reitor de Extensão da UFJF, Marcelo Dulci, a universidade e o Centro de Pesquisas Sociais podem contribuir para ampliação do debate por meio da realização de pesquisas aprofundadas sobre o tema. Podemos formar quadros, qualificar as forças policiais ao oferecer-lhes mais conhecimentos, seja por meio dos cursos presencias ou a distância. Com o laboratório, podemos investir mais em pesquisas e no acompanhamento de políticas públicas que poderão auxiliar no trabalho das instituições, como por exemplo, no aprofundamento dos dados levantados pela PM. Dulci ainda destacou o papel da imprensa: A mídia, além de ajudar a informar, provoca a opinião pública e as organizações da sociedade civil, exigindo assim um posicionamento.