Taxista morto será sepultado no Parque da Saudade
Será sepultado nesta terça-feira (5), às 16h, no Parque da Saudade, o corpo do taxista Marcelo Luna Alvarenga, 33 anos, assassinado com um tiro na nuca, por volta das 22h50 de segunda-feira, na Rua Margarida Soares Dias, no Bairro Santa Rita, Zona Leste. O corpo acaba de ser liberado do Instituto Médico Legal (IML) e segue para a capela 1 do cemitério. A previsão é de que, após o sepultamento, haja um novo protesto dos taxistas pelas ruas da cidade. A categoria luta por mais segurança, principalmente por quem trabalha no período noturno. Os trabalhadores pedem que os colegas troquem os uniformes por camisas pretas durante a manifestação.
Representantes dos taxistas estão, neste momento, em reunião, a portas fechadas, com o prefeito Bruno Siqueira (PMDB) para discutir a segurança da classe. O encontro foi marcado durante a madrugada, depois que integrantes da categoria chegaram à casa do chefe do Executivo, terminando em um protesto pelo assassinato do taxista. Além do prefeito e de três integrantes da classe (Leonard Moura, Aldemídio Ferrari e Helder de Oliveira), estão presentes o subcomandante do 2º Batalhão de Polícia Militar, major Sebastião Justino, o chefe de Departamento da Guarda Municipal, major Almir Cassiano, e o secretário de Comunicação, Michael Guedes. De acordo com os representantes dos taxistas, a principal motivação do encontro é ouvir as propostas de Bruno para a segurança pública. A previsão é de que seja feito um pronunciamento após o término da reunião.
Na manifestação desta madrugada, centenas de motoristas de táxi saíram em carreata pelas ruas pedindo mais segurança aos profissionais e justiça pela morte de Marcelo. Conforme a Polícia Militar, a central da empresa de táxi não teria registrado chamado para o profissional, e o suspeito do homicídio teria embarcado em rua ainda desconhecida. Marcelo, filho de um sargento reformado da Polícia Militar, estava em seu quarto dia de trabalho como taxista. Nada foi levado do trabalhador, que morreu na hora. Após o assassinato, policiais militares iniciaram o rastreamento, mas o suspeito ainda não foi encontrado. Segundo o registro policial, apenas um projétil foi encontrado no local, mas havia duas perfurações, uma na testa e outra na nuca. Com isso, a suspeita é de que a bala tenha transfixado a cabeça da vítima. A Delegacia Especializada em Homicídios já investiga o caso, mas não descarta as suspeitas de latrocínio (roubo seguido de morte) e de execução.
O crime provocou revolta entre os taxistas, que logo se organizaram em uma grande carreata e buzinaço pelas ruas. A manifestação começou no local do assassinato, no Santa Rita, e tomou as principais vias do Centro, quando os motoristas pararam na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Barão de Cataguases. De lá, eles seguiram em direção à casa do prefeito Bruno Siqueira, no Bom Pastor, Zona Sul. Sete viaturas da Polícia Militar e dezenas de policiais acompanharam a ação, que foi pacífica.








