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Calendário escolar de 2012 pode ser afetado por greve


Por Tribuna

28/09/2011 às 19h48

Durante a tarde houve assembleia da categoria

Durante a tarde houve assembleia da categoria

Encerrada na última terça-feira (27), após 113 dias de duração, a greve dos professores estaduais poderá afetar o início do próximo ano letivo. De acordo com a coordenadora de comunicação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-Ute) em Juiz de Fora, Yara Aquino, a negociação da dinâmica de reposição dos dias de aula perdidos será iniciada hoje, em reunião realizada em Belo Horizonte. "Também serão discutidas outras questões essenciais, como as condições da incorporação do piso ao salário." O encontro terá a presença de uma comissão tripartite de negociação, formada por membros do Sind-UTE, do Executivo e do Legislativo

Apesar da indefinição, Yara não descarta a possibilidade de a restituição dos dias parados avançar até o início de 2012. "Em uma greve deste porte, é claro que há prejuízos para os alunos. Mas a volta dos professores às salas de aula é o primeiro prazo para a minimização deste efeito, e para que o calendário não seja afetado." Ela destaca ainda, que existe a possibilidade de haver um cronograma diferenciado de reposição para turmas que forem prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e outros processos seletivos para ingresso no ensino superior. "Há varias possibilidades de restituir os dias não trabalhados, precisamos conversar com a Secretaria de Educação e ver como cada escola poderá se adequar."

Conforme assessoria de comunicação da Secretaria Estadual Educação (SEE), a indicação é que os dias de greve sejam repostos com aulas aos sábados, em janeiro e em parte de fevereiro, com autonomia para cada instituição. Pela orientação, não haverá aulas nos dias 12 de outubro e 2 e 15 de novembro. O recesso de fim de ano, entre 24 de dezembro e 1º de janeiro, também será mantido.

Em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (28), o Sind-UTE fez uma avaliação positiva da greve, apesar de muitas reivindicações da classe não terem sido atendidas. "Entre nossas grandes vitórias, está o fato de termos conseguido expor a má situação da educação de Minas e de seus profissionais para todo o Brasil, e termos conseguido o apoio de diversas classes de trabalhadores", destaca a coordenadora-geral do Sind-UTE local, Victória Fátima de Mello.