Buracos e poeira no entorno da BR-440

Segmento no São Pedro é utilizado irregularmente
Moradores da Cidade Alta reclamam de mais problemas provocados pela BR-440. Segundo a vizinhança, as obras – que deveriam estar paralisadas desde determinação do Tribunal de Contas da União, em dezembro passado- trazem riscos de acidentes e causam transtorno para quem vive próximo ao asfalto. Pelo tráfego intenso de caminhões e máquinas pesadas, a situação das vias próximas ao corte da rodovia, como a Rua Manoel Vaz de Magalhães, no Bosque do Imperador, é precária, com buracos e poeira. Outro perigo é a passagem de motos, carros de passeio e caminhões em um trecho da nova estrada que deveria ainda estar fechado. Ontem a Tribuna esteve no local e confirmou o risco.
No segmento entre uma casa de shows e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Pedro, motoristas deixaram de circular pela Avenida Pedro Henrique Krambeck e transitam tranquilamente pelo novo asfalto. Além de não estar sinalizada, a nova pista margeia o córrego ainda aberto e sem proteção. O perigo é que o mesmo segmento é usado também por pedestres e ciclistas.
Um funcionário da Empa SA, empresa responsável pelas obras da BR-440 na região, não soube dizer quem teria liberado a via. "Sei só que os carros estão passando." No escritório da empresa, a informação é de que a passagem continua proibida no trecho. A explicação, ainda conforme a Empa, é que, nos finais de semana, o anteparo que fecha o trevo com a casa noturna estaria sendo retirado. Sem a cerca, os carros passaram a utilizar o trecho asfaltado para fugir da poeira.
Prejuízos
Entre os vizinhos, a reclamação é em relação às condições das vias. Os danos estariam sendo causados, segundo a comunidade, pela passagem de caminhões da Empa SA. Um engenheiro e morador da via, que preferiu não ser identificado, relatou que, além de danificar o asfalto, os veículos ainda derramavam parte dos materiais transportados, como brita e terra. Como consequência, várias bocas de lobo ficaram entupidas, causando o alagamento de alguns pontos em dias de chuva. "Eles são responsáveis pelo passivo que causaram no local. Estão reduzindo a movimentação na região, mas querem deixar tudo do jeito que está."
A dona de casa Maria da Glória Jaenik também reclama da poeira e dos buracos, que causam danos aos carros. A moradora ainda disse que a passagem excessiva dos caminhões chegou a causar rachaduras nas casas.
A Empa informou que realizou o recapeamento da Rua Manoel Vaz de Magalhães no trecho utilizado pelos caminhões. A Secretaria de Obras disse que a manutenção do trecho está incluída em seu cronograma de ações, mas ressaltou que ainda não existe programação para asfaltamento do trecho de terra.








