Origem do fogo é desconhecida, mas bombeiros avaliam hipóteses
Conforme o assessor de comunicação do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, capitão Marcos Moreira Santiago, é difícil avaliar o que teria dado início às chamas no interior da loja Tete Festas, na Rua Floriano Peixoto. "Não sabemos ainda a causa do incêndio, porque, quando chegamos, ele já tinha tomado grande proporção." Entretanto, o capitão destaca três fatores que podem ter dado origem ao fogo: excesso de materiais acondicionados no interior da loja, curto-circuito e utilização inadequada de gás de cozinha (GLP).
O capitão chamou a atenção para a existência de irregularidades nas lojas afetadas pelo fogo. A informação é de que os estabelecimentos não tinham o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros, documento que deve ser renovado a cada cinco anos, sendo que a solicitação deve partir dos proprietários dos imóveis. Ele apontou a falta de distanciamento de segurança entre as edificações como um dos fatores que contribuíram para a propagação do fogo. Outro aspecto observado é que os imóveis estavam repletos de materiais altamente combustíveis, como líquidos inflamáveis, GLP, borrachas, isopores, papéis e couros, o que teria dificultando o confinamento das chamas.
A Polícia Civil também não descarta abrir inquérito policial para investigar causas do fogo. Peritos devem fazer levantamento no local.
60 militares
Conforme capitão Santiago, foram mobilizados 60 militares, incluindo os de setores administrativos e os que estavam de folga e férias. A operação contou com 16 viaturas do 4º BBM, além do apoio de 13 caminhões-tanque da PJF e de empresas privadas. Alguns bombeiros chegaram a trabalhar durante 24 horas, mas houve troca de turnos durante a madrugada e pela manhã, quando o efetivo foi reduzido para 20, número que se manteve até o fechamento dessa edição.
Funcionários e donos dos estabelecimentos afetados questionaram a eficiência no combate incêndio. A informação era que o atendimento foi lento, havia poucos militares e equipamentos. "Vamos ter críticas sempre, mas conseguimos realizar o combate. O fogo estava contido, e não achávamos que fosse se propagar para as outras lojas, mas, a presença de GLP e muito material inflamável funcionou como bomba," rebateu o assessor.








