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Juiz de Fora segue com um caso suspeito de hepatite infantil

Boletim foi atualizado nesta terça e permanece com um caso inconclusivo e um suspeito


Por Tribuna

27/07/2022 às 11h27- Atualizada 27/07/2022 às 12h19

Divulgado nesta terça-feira (26), o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) apontou seis casos suspeitos de hepatite aguda infantil em investigação em Minas Gerais. Em Juiz de Fora está um deles. A cidade já havia registrado dois casos suspeitos da doença e no boletim desta terça-feira (27), um deles foi dado como inconclusivo. O outro segue em investigação. 

A Tribuna também questionou a Secretaria Regional de Saúde de Juiz de Fora (SRS-JF) acerca do atual estado de saúde dos dois primeiros pacientes suspeitos da doença na cidade. A SRS-JF, no entanto, afirmou que as informações pessoais dos pacientes são protegidas pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As informações oficiais são repassadas pela SES-MG através do boletim epidemiológico atualizado todas as terças. Os casos diziam respeito a pacientes de 8 e 9 anos de idade. 

Os principais sintomas relatados foram dor abdominal e vômitos, acompanhados de alterações de enzimas hepáticas. A hepatite aguda costumeiramente tem como sintomas diarreia, vômito e dor abdominal. Após os sinais iniciais, geralmente surgem a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada dos olhos, da pele e das mucosas. Esse último sintoma deve ser encarado pelos responsáveis como sinal de alerta para a procura por atendimento.

A pasta orienta medidas gerais de higiene e prevenção contra a hepatite, como higienização adequada e frequente das mãos, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, consumir água potável e alimentos adequadamente higienizados.

Ainda não se sabe a causa principal dos casos de hepatite. A enfermidade pode ter relação com diversos fatores, dentre eles as infecções virais. De acordo com comunicado publicado pela SES-MG em maio, a nova hepatite aguda infantil não tem relação com a vacina da Covid-19, visto que a maior parte das crianças com quadro suspeito de hepatite não receberam o imunizante. A pasta afirma que, em alguns pacientes, foi constatada a presença dos vírus Adenovírus, um vírus que pode causar diversas doenças principalmente em crianças, e Sars-Cov-2, causador do coronavírus. “No entanto, ainda não existem dados suficientes para estabelecer uma relação causal entre esses agentes infecciosos e o quadro clínico dos pacientes”, diz.

 

Errata: Anteriormente a Tribuna havia divulgado, de forma equivocada, o surgimento de um terceiro caso suspeito de hepatite infantil em Juiz de Fora. Não há um terceiro caso, e sim a atualização dos dois anteriores, identificados em maio. Um deles confirmado e outro inconclusivo.