Missa do Impossível pode ser declarada patrimônio cultural de Juiz de Fora

Câmara Municipal aprovou projeto de lei que propõe que evento seja classificado desta forma; projeto precisa passar por aprovação do Executivo para ser sancionado


Por Gabriel Bhering, estagiário sob supervisão da editora Rafaela Carvalho

18/04/2022 às 18h32

A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprovou projeto de lei que propõe a classificação da Missa do Impossível como patrimônio cultural de natureza imaterial da cidade. A proposta, que foi aprovada em terceira discussão na última quarta-feira (13), precisa ser aprovada pela prefeita Margarida Salomão (PT).

Criado pelo vereador Marlon Siqueira (PP), o projeto de lei afirma que o motivo para a missa ser considerada patrimônio cultural é a aderência da comunidade de Juiz de Fora, e também porque “as celebrações são reveladoras dos nossos modos, particulares ou comuns, de criar, fazer e viver pelo Brasil afora. Constituem espaços de sociabilidade, de afirmação de pertencimento, de formação e reprodução social. O fato de fazerem sentido para diferentes grupos sociais no mundo”.

A Missa do Impossível, celebração que se tornou tradicional e é acompanhada por milhares de fiéis, começou a ser realizada em 2014 nas noites de terça-feira na Igreja de São José, localizada na Avenida Sete de Setembro. As celebrações são realizadas pelo padre Pierre Maurício de Almeida Cantarino.

Em 2019, um encontro foi marcado no Sport Club e reuniu mais de 30 mil pessoas. A noite foi marcada por momentos de oração e testemunhos, e teve em seu início o terço da Batalha do Impossível.

Durante os anos de 2020 e 2021, as missas foram realizadas por meio de transmissões no YouTube. Nas ocasiões, o padre deu a bênção de forma on-line. O formato totalmente remoto foi adotado para garantir a segurança dos fiéis devido à pandemia de Covid-19. Em março de 2022, entretanto, a missa voltou a ser realizada no pátio da Igreja São José, com a manutenção de protocolos de segurança por conta da pandemia.