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Ela quer conquistar o planeta


Por Tribuna

28/07/2013 às 07h00

Rosi Marinho mostra prêmios

Rosi Marinho mostra prêmios

Uma juiz-forana conquistou pela segunda vez o Brasil em uma das modalidades do fisiculturismo no último dia 13. A atleta da equipe Pumping Iron, Rosi Lopes, sagrou-se bicampeã brasileira de body fitness no Rio de Janeiro, faturando não só o título em sua divisão, para mulheres de até 1,63m, como o troféu overall, competindo contra as campeãs das outras categorias (até 1,58m, até 1,68m, acima de 1,68m e master – para atletas com idade acima dos 40 anos). Agora, como fez em 2010, quando ganhou seu primeiro título nacional, a local quer mais e projeta participação no Campeonato Sul-Americano, em setembro, no Uruguai; no Mundial, em outubro, na Polônia; e no evento de maior projeção do esporte atualmente, o Arnold Classic, promovido pelo astro de cinema e ex-campeão mundial de bodybuilding, Arnold Schwarzenegger, marcado também para outubro, na Espanha.

A intenção é repetir o desempenho já conseguido em 2010 no Sul-Americano e superar a posição do Mundial daquele ano. "Queria tentar mesmo outro Mundial. Já fui campeã do Sul-Americano, no qual os juízes têm um padrão de julgamento mais próximo da mulher brasileira, o que me favorece. Mas a meta é ficar acima do terceiro lugar que conquistei no Mundial de 2010", projeta Rosi.

Se para vencer em 2010 a juiz-forana não teve que mexer muito em sua rotina já pesada de 16 anos de treino, desta vez a situação foi diferente, o que tornou a conquista, que veio paralelamente ao título mineiro da modalidade, mais especial. "Para mim foi mais emocionante do que o primeiro título porque tive mais dificuldades. A categoria é a mesma, mas eles estão puxando mais para o padrão das meninas dos Estados Unidos. Lá elas são mais magrinhas. Quando começou o body fitness não era assim, por isso me identifiquei. Então, como tenho mais tempo de treino, tinha a perna bem maior e todo o físico mais desenvolvido do que eles queriam", conta a fisiculturista.

Assim, Rosi teve que mudar seus trabalhos para chegar ao corpo esperado pelos 11 delegados julgadores. Ela chegou a pensar em desistir da competição, mas foi em frente e terminou recompensada. "Na preparação tive que perder massa magra. Toda construção que fiz nesses anos todos, na realidade, tive que vir tirando. Parece que é fácil, mas é muito difícil. Mudei totalmente meus treinos, treinei menos, trabalhei mais membros superiores e esqueci mesmo da perna. Antes malhava de segunda a sexta, segunda a sábado, passei a fazê-lo três vezes por semana somente, com carga intensa de exercícios aeróbicos e uma dieta com muita restrição de carboidratos. Não podia pegar músculo de jeito nenhum. Eu que estou acostumada a treinar muito, senti falta e achei que não ia dar certo. Cheguei a ter umas três crises pensando em desistir. Mas valeu a pena ficar", comemora.

 

Mesmo ritmo

Agora, a preparação da atleta de Juiz de Fora para o Sul-Americano não deverá mudar muito, já que a meta é chegar ao Mundial. E a local já sabe bem de onde vêm os perigos tanto no continente como no resto do planeta fisiculturista. "Apesar de os delegados da competição continental terem um padrão mais parecido com o corpo da mulher brasileira, não pretendo mudar muito porque, se for para o Mundial e o Arnold Classic, tenho de estar nesse atual padrão. Sei que vou enfrentar rivais bem preparadas nessas disputas. Aqui na América do Sul, as paraguaias são as principais adversárias. E em termos de mundo, as europeias, onde o fisiculturismo é muito difundido, são as mais fortes de uma maneira geral", considera Rosi.