Papo de gandula
Na pista
Caros e caras, confesso, não vi direito os jogos do Brasileiro no último fim de semana. Com o título decidido para o Fluminense, as vagas na Libertadores praticamente estabelecidas e o Palmeiras contando os minutos para ser rebaixado, preferi prestar atenção em outro esporte que me agrada muito: a Fórmula 1. Quando os jogos das 17h começaram, eu não estava nem aí para a bola rolando, fiquei ligado na largada do GP do Estados Unidos, no maravilhoso Circuito das Américas, em Austin, Texas. Depois, fui fazer outras coisas com meu Arthur.
Compensou. A emoção da corrida começou antes mesmo da largada, quando a Ferrari – mais uma vez – lançou mão de seu jogo de equipe trocando propositalmente o câmbio do brasileiro Felipe Massa para que este, que largaria em sexto, perdesse cinco posições no grid, beneficiando o espanhol Fernando Alonso que pode ser campeão mundial. Deu certo, e o Príncipe das Astúrias pulou de sétimo para quarto na primeira curva. Mas – deve ter sido por praga de Massa – a equipe italiana mesmo tratou de se complicar na troca da roda traseira direita de seu companheiro, dificultando a corrida do único que pode evitar o título do alemão Sebastian Vettel, da Red Bull.
Menos mal que lá na frente tinha um inglês, Lewis Hamilton, da Mclaren, endiabrado. Ele passou Vettel com autoridade e tratou de adiar a definição de tudo para o Brasil, no próximo domingo. Destaque também para a grande prova de Massa, que acatou a ordem da equipe – que não foi a primeira e nem vai ser a última desse tipo a ele, já que o brasileiro fica mais uma temporada na escuderia – e, saindo de 11º, chegou em quarto, logo atrás de Alonso, que ele não pode passar nem se o espanhol estiver empurrando sua baratinha na reta dos boxes.
Desde já deixo aqui registrada minha torcida pelo terceiro título de Vettel. Mas quero que seja com emoção, disputando freadas e dividindo curvas com Alonso em Interlagos. Não sou muito fã do estilo pessoal do espanhol, mas que ele pilota muito, isso pilota. Já o alemão me agrada mais como pessoa, tem talento de sobra para entrar para a história como o tricampeão mais novo de todos os tempos e está sentado no melhor carro. Nem por isso deixa de se arriscar, o que me faz um de seus fãs.









