Nada no balaio
Do lado de lá
Se o relógio estiver marcando 9h, caro leitor, muito possivelmente estarei passando por Conselheiro Lafaiete. Estou seguindo para o Recife, onde amanhã o Tupi vai decidir a final da Série D do Campeonato Brasileiro. Embarco em Confins antes do meio-dia. Posso afirmar de antemão que será uma das partidas mais dispendiosas da minha vida de torcedor. Mas desconfio que terei uma boa história para contar para os netos. A jornada não deixa de ser, claro, um reconhecimento pela campanha feita pelo Tupi. No mais, às vezes, é preciso aventurar-se.
Como é comum em empreitadas dessa natureza, estou levando uma série de recomendações. Algumas até fazem sentido, outras nem tanto. Sei, por exemplo, que não posso entrar no mar da Praia de Boa Viagem. Recomendação inútil para um bicho do mato apreciador de um bom boteco. Falando nisso, até o final do mês acontece a terceira edição do Circuito Pernambucano da Cachaça. Há degustação do produto em pelo menos seis estabelecimentos no Recife ainda hoje.
Outra recomendação sem muito efeito prático é para que não me exalte na torcida carijó para não sofrer retaliações dos adversários. Imaginem se um grito ou mesmo um berro de quem quer que seja vai incomodar uma massa de 70 mil pessoas. Ainda assim, caso isso aconteça e a torcida do Santa Cruz resolva ser hostil, a única coisa a fazer é pegar com um santo forte. Das muitas recomendações feitas, a única realmente importante é para que, em caso de empate ou vitória do Tupi, não façamos um carnaval fora de época em Recife. Faz sentido.









