Papo de gandula – Não está e nem será fácil
Caros e caras, o empate do Tupi no último sábado, por 1 a 1, com o Juventude, não mudou a posição do time no grupo e até mesmo por conta da derrota do Caxias, segundo colocado, o deixou mais perto de chegar à vice-liderança. Mas a partida também mostrou o quanto não está fácil vencer nesse grupo B da Terceirona. Mesmo com dois jogadores a menos, o Juventude, como se diz nas mais modernas rodas de conversa sobre futebol, parou um ônibus na frente da sua área e não permitiu o gol da vitória do Alvinegro de Santa Terezinha.
Claro, o bloqueio dos gaúchos não foi sozinho o responsável pelo empate. Estive lá no Soares de Azevedo e pude ver de perto fatores apontados pelo técnico do Tupi, Léo Condé, após a partida para explicar a igualdade, mesmo jogando contra uma equipe com oito na linha. Os principais deles, na opinião do comandante carijó, foram a falta de infiltração e a lentidão na hora de rodar a bola.
Aos fatores citados por Condé, acrescento outros dois: faltaram chutes de longa distância e viradas com bolas longas. E aí caímos em dois males do futebol não só do Tupi, mas brasileiro. Parece que nossos jogadores têm que entrar no gol do adversário tocando sempre. Parece aquela brincadeira de fim de pelada ou quando essa não deu número suficiente de atletas, que só vale gol dentro da área. No jogo de sábado, que me lembre, só o zagueiro Fabrício Soares tentou um arremate de longe, e o goleiro do Juventude quase complicou. Depois, não vi mais.
Já as inversões, a meu ver, acabaram ficando raras no nosso futebol por conta dessa quase obsessão em se jogar com passes curtos, com atletas perto uns dos outros. Realmente, assim fica mais fácil jogar e não perder a bola, mas a equipe também se torna previsível se não conseguir executar essa troca de passes com a rapidez necessária. Para mim, naquela situação de jogo, a velha tática de começar a armação da jogada de um lado, atrair a atenção do adversário e invertê-la com uma virada rápida, pegando o oponente de surpresa, seria a melhor saída, mas não se viu isso em Muriaé.
Menos mal que as duas vitórias que aconteceram no grupo no fim de semana não influenciaram diretamente na posição do Carijó, mas posso dizer que dificultaram o futuro próximo do clube juiz-forano. Como o Guaratinguetá bateu o Caxias no Sul, ganhou fôlego de novo, e os paulistas serão os próximos adversários do Tupi. Na sequência, o Alvinegro pega o Caxias, em sua volta para casa depois da derrota deste domingo. Ou seja, não está e nem será fácil se manter no G4.









