Na orelha da bola
Minhas férias
Minhas férias foram muito legais.
Vi o melhor jogo de futebol da minha vida, justamente na minha despedida das quartas-feiras em que pude assistir futebol sem nenhum comprometimento profissional. Ainda bem que não estava trabalhando naquele Santos 4 x 5 Flamengo, porque pude ficar ouvindo o pós-jogo no rádio e, depois, assistir a todas as mesas-redondas da TV, o que se repetiu na quinta e na sexta-feira, perambulando pelos noticiários esportivos também no sábado e até as resenhas de domingo à noite, onde ainda se discutia o espetáculo da Vila Belmiro.
Vi a Seleção Brasileira ser eliminada da Copa América apresentando um futebol ridículo, com as esperanças depositadas em um Ganso que está jogando com o nome conquistado antes da Copa do Mundo da África 2010. Isso não foi tão legal.
Ouvi o Tupi estrear com uma vitória empolgante na Série D do Brasileirão, para em seguida deixar a torcida apreensiva com um empate em casa e, em seguida, tornar a empatar, desta vez no Distrito Federal, e assegurar a liderança do grupo 5.
Vi César Cielo ganhar duas medalhas de ouro no Mundial de Xangai, com Ana Marcela Cunha e Felipe França conquistando mais duas e aumentando o interesse do brasileiro pela natação, às vésperas da Olimpíada de Londres. Muito legal.
Vi um pedaço do sorteio dos grupos das Eliminatórias da Copa de 2014, o evento mais chato que se poderia conceber para os fãs de futebol em um país que não vai disputar uma vaga no Mundial. Nem pra gente que é do meio tem muita graça acompanhar a cerimônia para saber que a Grécia vai estar no grupo de Eslováquia, Bósnia Herzegovina, Lituânia, Letônia e Lichtenstein. Faz parte do show, naturalmente, é o samba para turista obrigatório. Mas, pra mim, muito pouco legal.
E vi no último sábado o companheiro Wallace Mattos cumprir os 7km da Corrida da Fogueira, feliz e satisfeito pelo sucesso da empreitada jornalística e pelo que ganhou em qualidade de vida por cumprir o desafio que impôs a si mesmo – e que encarou com a seriedade típica. Agora já estamos pensando aqui em colocá-lo para correr o Ibitipoca Off-Road 2012 junto com outra colega, Juliana Duarte. De Fusca. Nos planos preliminares, o Wallace vai de navegador, e a Ju, de piloto. Acreditamos que, sendo mulher, por um impulso natural, como navegadora ela poderia se sentir tentada a parar para pedir informações no primeiro balão do rali…









