Os pés pelas mãos
Dor de cotovelo
A polêmica de ontem foi o faro de uma equipe de jornalismo ter flagrado dirigentes do Flamengo presenteando o juiz Paulo César de Oliveira com uma camisa rubro-negra após o primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil. A notícia fervilhou nas redes sociais, acompanhada de insinuações de que o clube carioca estaria tentando influenciar a arbitragem de alguma maneira, mesmo que o agrado tenha acontecido depois do empate por 1 a 1. Quanta bobagem! Se fosse cartola, adotaria prática similar em qualquer partida como forma de manter uma política de boa vizinhança. Não há nada de errado nisso. É infantil acreditar que um profissional arriscaria uma carreira lucrativa por conta de um uniforme oficial de qualquer equipe do planeta.
O politicamente correto está matando a graça do esporte e da vida. Hoje, os jogadores não podem dizer nada que fuja do padrão e do respeito ao adversário. Não pode sequer afirmar que vai entrar em campo e ganhar a partida. Logo, os malas de plantão surgem como mestres dos magos para decretar que tal declaração vai virar munição para o adversário. O problema é que o conservadorismo e a síndrome da dor de cotovelo já se alastraram pela arquibancada, como fica evidente no caso do árbitro e da camisa. Os torcedores rivais começaram um mimimi desenfreado para tentar minimizar uma possível conquista rubro-negra, e escamotear a má fase de seus clubes do coração. No Brasil, no discurso dos fanáticos, não se reconhece méritos. Quem ganha, ganha roubado. E o futebol fica cada mais chato.









