Os pés pelas mãos
Diego quem?
Atacante Diego Costa escolhe Espanha. Essa frase sintetiza a maioria das manchetes que vimos nos noticiários esportivos ao longo da semana. Honestamente, o atacante não irá fazer falta nenhuma ao time nacional. Não se trata de nenhum craque. Hasta la vista! O que mais me chama a atenção é a forma como as coisas acontecem. O jogador optou por uma seleção como quem escolhe um clube. Vai jogar onde terá o maior retorno financeiro ou as melhores oportunidades. Para a Copa do Mundo, tal prática é uma temeridade.
Cada vez mais, o futebol se torna negócio. Com o tal business chegando às seleções, é provável que elas percam o apelo de vez e toda paixão do torcedor se volte para os clubes. Hoje mesmo, já há quem prefira ver seu time de coração campeão mundial ao seu país. Se já não existe o mesmo patriotismo de outrora nas arquibancadas, o fim dele dentro de campo pode ser o início do fim da onipotência da Copa. Maior interessada, a Fifa se faz de rogada e flexibiliza as regras das naturalizações, embora este seja um dos raros casos onde a legislação deveria ser mais restritiva. Ah, sobre o tal Diego Costa, o único mal que ele fez ao Brasil foi a convocação do Robinho.









