Libertadores: Após 17 anos, noite histórica deixa apenas um brasileiro
A noite de ontem foi trágica para o futebol brasileiro. Com quatro times derrotados e eliminados da Copa Libertadores da América, o país terá apenas o Santos como seu representante nas quartas de final da competição, algo que não acontecia desde 1994, quando o São Paulo era o representante nacional na competição. Foi a primeira vez em que quatro brasileiros (Cruzeiro, Fluminense, Inter e Grêmio) foram eliminados da Libertadores no mesmo dia, deixando apenas um time do país na competição continental
Além disto, a noite do dia 4 de maio de 2011 ficará marcada como o único dia em que quatro brasileiros falharam ao tentar passar de fase e caíram na Copa Libertadores. Desde que o Brasil começou a ter mais times na competição, até 2000 tinha apenas dois, jamais havia tido tantos eliminados em apenas um dia. No total, cinco brasileiros já caíram fora da competição, já que o Corinthians foi eliminado pelo Deportes Tolima na primeira fase. Na quarta, o Cruzeiro saiu derrotado em seu duelo com o Once Caldas por 2 a 0, o Grêmio perdeu para a Universidad Católica por 1 a 0, o Fluminense caiu para o Libertad por 3 a 0 e o Inter sofreu a virada e perdeu para o Peñarol por 2 a 1.
O Brasil, inclusive, vinha em uma grande fase na competição das Américas. O único dos quatro clubes eliminados que havia perdido o primeiro jogo foi o Grêmio, enquanto os outros três vinham em vantagem ou pelo menos com um empate (caso do Inter) para a partida de volta. Nos últimos anos, as campanhas dos clubes brasileiros na Libertadores vinham sendo muito boas. Desde 2005 o Brasil tem pelo menos dois clubes nas semifinais da competição, tendo chegado à final em todos os anos e, em dois deles, inclusive, com dois clubes. Nesta temporada, o único que pode fazer isto é o Santos.
Caso o Santos caia para o Once Caldas, na próxima fase, o Brasil terá sua pior campanha em Libertadores desde 1992. Desde o ano em que o São Paulo ganhou o primeiro de seus títulos, o país consegue classificar pelo menos um de seus participantes às semifinais.
Campeão Brasileiro
Teoricamente, iniciar a Copa Libertadores da América com a credencial de campeão brasileiro é um fator de intimidação. Mas, na prática, não é bem assim. O fiasco do Fluminense é mais regra do que exceção. Apenas em cinco oportunidades (levando em consideração as Taças Brasil e os Torneios Roberto Gomes Pedrosa) o feito de conquistar o Brasil e, no ano seguinte, a América foi atingido.
O histórico Santos do Rei Pelé foi o pioneiro no quesito. E, de quebra, conseguiu dois bicampeonatos consecutivos nas duas competições: campeão brasileiro em 1961 e 1962 e da Libertadores em 1962 e 1963. Depois disso, demorou a outro clube verde-amarelo repetir o Peixe. Coube a outro gênio do futebol tupiniquim fazer jus ao rótulo de campeão nacional: Zico. O Flamengo – que contava também com Rondinelli, Andrade, Paulo César Carpegiani, Tita e Nunes – foi o soberano do país em 1980 e, na temporada posterior, levantou o troféu da Libertadores.
Após outro ínterim considerável, o São Paulo, do Príncipe Raí, voltou a protagonizar a dobradinha: título nacional em 1991 e continental no ano sucessivo. Por fim, a última vez que o emblema da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) intimidou os estrangeiros foi no final da década de 1990. O Vasco da Gama, contando com a inspiração do Animal Edmundo, engoliu todos no Nacional de 1997 e não teve para ninguém na edição da Libertadores de 1998.









