O primeiro não se esquece

Equipe posa para foto oficial do título do módolo 2 do Campeonato Mineiro de 2001
Há exatos 10 anos, fortes emoções desfilaram no Estádio Municipal. O Tupi fez o coração de seus torcedores bater no compasso da vibração do título do Módulo II do Campeonato Mineiro de 2001. União, força viva e paixão foram os ingredientes que garantiram a vitória por 3 a 1 sobre o América de Alfenas, botando fim a um hiato de oito anos longe da elite do futebol estadual. Apenas uma derrota em 22 jogos, o melhor ataque – 42 gols -, e a defesa menos vazada da competição garantiram ao Galo o troféu de campeão.
Os heróis da repentina explosão dos carijós foram muitos. O goleiro Paulo César, o lateral Serginho, o zagueiro Reginaldo, o capitão Chem, os meias Alírio Júnior e Jairo, e os atacantes Alexandre Alvim – artilheiro da competição com 14 gols -, e Wesley – o Tanque – escreveram seus nomes na história. "Estava na tragédia contra o Sampaio Corrêa, em 1997 (o Tupi liderava o quadrangular final da Série C, e, há dois pontos da Segundona, perdeu três jogos consecutivos). Me sentia em dívida. Quando marquei corri para a torcida. Era a certeza do título", lembra o Tanque, autor do terceiro gol na decisão (os outros foram marcados por Alírio Júnior e pelo zagueiro André Luiz).
Um dos mentores da conquista, o técnico Wellington Fajardo lembra a formação da equipe. "Montamos um time com jogadores que estavam no clube ou vieram da base. A única contratação foi André Luiz, que veio do Ipatinga." O treinador comandou o Tupi em 14 partidas, e, mesmo com uma campanha invicta, deixou o cargo por divergências com a diretoria. Ademir Fonseca assumiu e conduziu o Carijó ao título. "Sou muito feliz por fazer parte dos dois títulos estaduais mais importantes do Tupi", relata Fajardo, treinador na campanha vitoriosa da Taça Minas, em 2008.
Mais de 15 mil torcedores compareceram à decisão. Ao final do jogo, o gramado do Municipal foi tomado por heróis anônimos que invadiram o campo e comemoraram ao lado dos jogadores. "A invasão foi impressionante. Nunca havia pisado no gramado do Municipal. A primeira vez foi especial", lembra o gerente administrativo Airton Soares, 38 anos.
O estudante Gabriel Iung era um garoto de 11 anos, quando viu pela primeira vez um título do Tupi. "Muitos diziam que o Tupi sempre morria na praia. Por isso, foi uma vitória foi marcante. Um divisor de águas para o clube."
Hoje, alguns torcedores irão se reunir para comemorar os 10 anos da conquista, a partir das 20h30, no bar Caminho da Roça (Rua Espírito Santo, 738, Centro). Alguns jogadores confirmaram presença, como o zagueiro João júnior, o atacante Wesley o ex-lateral Evaldo Carolino. "Será aberto a todos. Vamos relembrar aquele momento feliz, levando camisas da época, pôsteres e reportagens sobre o título", afirma Airton, um dos organizadores da confraternização.
Série D
O técnico Ricardo Drubscky só vai definir a equipe que enfrenta o Anapolina, domingo, às 16h, em Anápolis, hoje à tarde, em Santa Terezinha. Ontem, o treinador realizou uma atividade específica pela manhã, trabalhando jogadas ensaiadas e de bola parada. Na parte da tarde, os jogadores disputaram um rachão, no Salles de Oliveira.









