Os pés pelas mãos
Um jogo para esquecer
Já me imaginei pilotando um foguete rumo aos confins da via láctea, mas nunca passou pela minha cabeça um Brasil x Argentina isento de emoções. Superclássico? Que nada! Jogo chato. Futebol mequetrefe. Neymar, fominha. Ronaldinho, desinteressado. Meio de campo, sem criatividade. Só salvou a lambreta de Damião. Muito pouco para, como disse o amigo Felipe Hutter, valer por uma rodada do Brasileirão.
Talvez eu seja um dos poucos que ainda acredite que Mano é capaz de levar o Brasil ao hexa em 2014. Mas paciência tem limite. Cadê o pulso firme dos tempos de Grêmio e Corinthians? O técnico precisa assumir as rédeas e definir o que planeja no comando da Seleção. E deixar isso bem claro para torcida e imprensa especializada. Vai renovar e montar um time para Copa? Ou vai ser pragmático, jogar pelo resultado e tentar tirar a corda do pescoço?
Eu prefiro que se pense lá na frente. Em minha cabeça, a Seleção Brasileira tem é que ganhar o Mundial. Copa América, das Confederações, ou Roca são tão efêmeras quanto o campeonato de videogame do final de semana. Se o pensamento está em 2014, Mano errou tanto na convocação como na escalação na partida contra os hermanos. Renato Abreu e Kléber, não dá! Três volantes, nem pensar. O tal Superclássico era jogo para vermos em campo os jovens Lucas, Casemiro e Oscar atuando os 90 minutos.
A verdade é que até agora não existe padrão na equipe. As promessas Neymar, Ganso e Pato não rendem o esperado com a amarelinha. O retorno de Ronaldinho é tímido até aqui. Os jogadores não estão correspondendo. Não se pode culpar apenas o treinador. De forma geral, a coisa está feia.









