Tem Fla-Flu? Nem lembrava… Nada no balaio
O futebol brasileiro está chato. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas é verdade. Tirando os jogos da Libertadores, principalmente por causa do Atlético-MG, que pratica o mais alto quilate do esporte na América do Sul, e o Palmeiras que, na melhor ou pior das hipóteses, sempre faz partidas com emoção, ficar 90 minutos na frente da TV, sem pestanejar ou pescar no sofá, está cada vez mais difícil. Principalmente se for a seco, sem tira-gosto e sem resenhar com os amigos.
A maior prova é que pouca gente se lembra que amanhã teremos um Fla-Flu. Ontem, o assunto mais comentado entre a boleiragem foi o sorteio da Champions League: Bayern Munique x Barcelona e Borussia Dortmund x Real Madrid (só para dizer que não falei de flores, na final vai dar Real com o Cristiano Ronaldo, craque e azarado – se ele tivesse nascido uns anos antes ou depois do Messi, seria melhor do mundo todo ano – fazendo a diferença). Em outros tempos, isso seria inimaginável. Fla-Flu sempre foi pauta para, no mínimo, uma semana de provocação no trabalho e matérias na imprensa. Hoje, nem o Abel Braga se preocupa com o jogo. A expectativa é de time misto do Tricolor. A fase do Flamengo é tão ruim que ao contrário de comemorar gol do Brocador, o flamenguista está vibrando com a Certidão Negativa de Débito, ou seja, com a comprovação de que é bom devedor.
Além do péssimo nível dentro de campo, a fórmula dos estaduais ajuda a aumentar a "dor do parto". O Paulista, por exemplo, tem 19 rodadas, ou seja, um turno do Brasileirão com Mirassol, Penapolense, União Barbarense. Na minha opinião, o Carioca possui a melhor fórmula, mas como o Vasco e o Flamengo têm times ridículos, o torneio perdeu força.
É duro admitir, mas, hoje, assistir a um jogo europeu dá mais prazer do que a um jogo aqui no Brasil. E pior, muitas vezes, a gente conhece mais jogadores do Real Madrid ou do Barcelona do que os do próprio time. randa volta a escrever neste espaço em maio








