Juiz de Fora nas Confederações
O clima de Copa já começou. Apesar de as ruas ainda não estarem pintadas – o início do maior torneio de futebol do planeta será daqui a um ano -, a Copa das Confederações, competição organizada pela Fifa e que funciona como um evento-teste para o Mundial, ganhou destaque no noticiário e caiu no gosto popular. E, Juiz de Fora, pela posição estratégica – próxima do Maracanã e do Mineirão – terá muitos representantes entre os mais de 690 mil espectadores aguardados nos estádios. Mais do que torcer, alguns irão utilizar o evento como forma de crescimento profissional e pessoal.
O engenheiro químico Sérgio de Azevedo Penchel Júnior é fanático por futebol. Prova disso é que, em 2006, foi à Alemanha acompanhar in loco a Copa do Mundo. Desde 2008 vivendo em Juiz de Fora, Penchel realizará um verdadeiro tour pelo país para assistir à Seleção Canarinho. Ele viajou com a namorada para Brasília, onde ontem viram a estreia da competição entre Brasil e Japão. No próximo dia 21, o destino do casal é Salvador, onde assistirão a Brasil x Itália no dia 22. O ingresso da finalíssima no Maracanã também já está garantido. A expectativa é a melhor possível. Além de bons jogos, terei a oportunidade de fazer turismo, destaca Penchel.
Na final
Como em toda competição, o ingresso da final é o mais concorrido. Já não há mais entradas disponíveis para o jogo no site da Fifa. Para conseguir o bilhete agora, somente procurando algumas agências de turismo ou por meio de pessoas que compraram o bilhete, mas desistiram de assistir o jogo. E, nas poucas excursões com ingresso incluso saindo de Juiz de Fora, o preço não é dos mais acessíveis – o bilhete pode custar até R$ 990 – com as viagens de ida e volta para o Maracanã.
Por outro lado, alguns juiz-foranos conseguiram o bilhete por um valor bem baixo. O estudante Gustavo Tavares desembolsou apenas R$ 47,50 para comprar o ingresso da final. Para isso, ele teve que madrugar. Entrei à meia-noite no site e fiquei até as duas da manhã para fazer o pré-cadastro. Programei o despertador para acordar de manhã e fui para o computador. Consegui comprar a meia (entrada) do Setor 4, comemora o jovem de 20 anos que vai ao Maraca com a namorada, Marcela Guimarães.
‘Gringos’
Nem todos irão aos estádios para assistir a jogos da nova Família Scolari. Com ingressos esgotados, a alternativa para alguns torcedores foi comprar bilhetes de partidas alternativas, pouco disputadas. O biólogo Norberto Emídio de Oliveira Neto vai ao jogo de hoje entre México e Itália, no Maracanã. É uma oportunidade de ver o futebol moderno, com craques como o Balotelli, diz ele.
O consultor ambiental Lúcio Lima, além do jogo entre as equipes de Buffon e Chicharito Hernández, vai ter o prazer de ver aquela que se desenha como a possível maior goleada da competição – o duelo entre a atual campeã mundial, Espanha, de Xavi e Iniesta, contra a seleção amadora do Taiti, na próxima quinta. Além de conhecer o novo Maracanã, espero ver um ‘chocolate’ da Fúria.
Aprendizado
Se engana quem pensa que participar da Copa das Confederações é só motivo de diversão. O megaevento também será uma oportunidade de capacitação, crescimento profissional e intercâmbio cultural – experiências que podem ser adquiridas por meio do trabalho voluntário. Segundo a Fifa, mais de 130 mil pessoas se inscreveram para o processo seletivo e aproximadamente 7 mil foram aprovadas. Entre elas estão alguns moradores da cidade.
Para o professor do Departamento de Química da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Luiz Antônio Sodré Costa, o torneio será uma forma de aproximação com outras culturas. Desde o Pan de 2007 (disputado no Rio de Janeiro) eu tento ser voluntário. É uma oportunidade de conhecer outros povos e pessoas, afirma.
O estudante universitário Pedro Henrique Landim, que irá trabalhar no atendimento ao público no Mineirão, destaca o retorno pessoal da sua participação no torneio. É um orgulho muito grande fazer parte de um grande evento como esse. É algo que vai marcar a história do país e eu posso dizer que ajudei na realização, se orgulha.








