Tupi vence de virada e afasta urucubaca

Ademilson marcou o primeiro gol
Sai para lá, urucubaca! Ontem, no Estádio Municipal, o Tupi recebeu a Anapolina (GO) e voltou a vencer diante de sua torcida, quebrando um incômodo tabu que já se arrastava por cinco partidas, desde o triunfo por 4 a 3 sobre o Democrata, pela 3ª rodada do Campeonato Mineiro, há seis meses. Melhor ainda, o 3 a 1 sobre os goianos, pela 5ª rodada do grupo A5 da Série D do Brasileirão, garantiu a liderança da chave ao Galo Carijó, que soma oito pontos na tabela de classificação.
A partida teve momentos distintos. Na etapa inicial, debaixo de um sol forte, as duas equipes tiveram desempenhos acanhados. No segundo tempo, porém, o clima dentro de campo esquentou. Pênalti, gols, invasão de campo, expulsões e virada no marcador. Teve de tudo um pouco no Mário Helênio.
A emoção começou precisamente aos 21 minutos da etapa complementar. O zagueiro Sílvio derrubou Sandro na área. Pênalti. O meio-campista agradeceu, bateu no canto esquerdo do goleiro Rodrigo e colocou a Anapolina em vantagem.
O Carijó não se intimidou. Bastaram quatro minutos para Ademilson aproveitar bola desviada de cabeça por Dennis, em cruzamento de Vitinho, e estufar as redes goianas.
Após o empate, o tempo fechou. Jogadores da Anapolina partiram para cima da arbitragem, pedindo impedimento no lance que originou o gol. O bandeirinha chegou a sinalizar a infração, mas o árbitro percebeu que a jogada teve início após toque para trás da zaga goiana. Foi o suficiente para os visitantes armarem um verdadeiro circo no gramado. Integrantes da comissão técnica e dirigentes invadiram o campo, e a PM teve que intervir. Henrique acabou expulso por reclamação.
O destempero prosseguiu. O ala direita Alex da Anapolina entrou forte em Vitinho e também levou o vermelho. Com dois a mais, o Tupi tinha em mãos a senha para voltar a vencer em casa. Aos 36, Felipe Cordeiro cruzou da direita e encontrou Dennis na área. O atacante escorou de cabeça e decretou a virada alvinegra.
Teve tempo para mais. Aos 46, Ademilson, à la Carlos Alberto Torres, na Copa de 70, passou com açúcar para Luciano Ratinho, que invadia a área pela direita. O camisa 10 carijó não fez como Pelé. Preferiu limpar o lance para o meio da área e tocar com carinho, no canto direito do goleiro Edinho. Festa nas arquibancadas do Municipal e liderança isolada para o Tupi, no fechamento do primeiro turno do grupo A5.









